
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, em 5 de maio de 2026, a suspensão por 60 dias dos deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC) por quebra de decoro parlamentar. A medida foi motivada pela obstrução da Mesa Diretora durante a sessão em agosto de 2025, quando os congressistas protestaram contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL).
O relator do caso, deputado Moses Rodrigues (União Brasil-CE), justificou a suspensão alegando a necessidade de preservar a integridade do processo legislativo. A votação foi feita de forma separada e contou com um placar de 13 a 4 a favor da suspensão de Pollon e Van Hattem, enquanto Trovão recebeu um apoio maior, de 15 a 4. A decisão ainda precisa ser validada pelo plenário da Casa, e os deputados têm a opção de recorrer.
Sessão Conturbada
O conflito ocorreu nos dias 5 e 6 de agosto de 2025, quando 14 opositores ocuparam o plenário principal da Câmara por mais de 30 horas, tentando pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar um projeto de anistia. Esse ato resultou na interrupção das atividades normais da Casa.
Durante a ocupação, Pollon ficou na cadeira da presidência, Van Hattem obstruiu um assento para impedir o acesso, e Trovão bloqueou a entrada do presidente à mesa. Os três deputados negam as alegações e consideram a ação uma “perseguição”. Na época, Motta advertiu que tal obstrução poderia resultar em severas consequências, incluindo a suspensão de mandatos. A Corregedoria da Câmara classificou as atitudes como graves, refletindo desrespeito pela autoridade legislativa.
Conforme reportado pelo Poder360, esta não é a primeira vez que medidas disciplinares são aplicadas, visto que a direção da Câmara já havia imposto censura escrita a todos os envolvidos.



