
Conforme publicado pela Folha de S.Paulo, a Subprefeitura de Pinheiros anunciou em 29 de abril a suspensão das autorizações para eventos na Rua dos Pinheiros indefinidamente. A justificativa do órgão foi baseada em manifestações contrárias de comerciantes e moradores, recebidas por meio de abaixo-assinado.
Vanessa Rochha, organizadora do festival, expressou insatisfação com a proposta do município para realocar o evento em locais alternativos, como a praça Benedito Calixto, que acomodaria apenas três quarteirões, enquanto sete são necessários para a estrutura completa do festival. “A essência do festival é na Rua dos Pinheiros. Se mudarmos, não teremos adesão nem do comércio, nem do público”, destacou Rochha.
No ofício, as parlamentares ressaltam que o festival é realizado há nove anos pelo Coletivo Pinheiros e reúne cerca de 100 estabelecimentos em cada edição. Elas afirmam que o evento é fundamental para a economia local e para a identidade do bairro. Bragante afirmou que, em meio à crescente criminalidade e à verticalização intensa da região, “o Festival é um respiro que devolve ao bairro a sua essência: gente na rua, cultura e valorização do comércio local.”
A colega de partido, Helou, complementou que “a rua é de todos, e o papel do poder público não deveria ser jamais a restrição autoritária”.
Veronica Bilyk, integrante da Rede de Associações de Moradores de Pinheiros, discorda do cancelamento e argumenta que “não houve demanda ampla e organizada na região”. Segundo Bilyk, o Festival Pinheiros mobiliza diferentes públicos e se estabelece em diálogo com o bairro.
O Coletivo Pinheiros também iniciou um abaixo-assinado em defesa do evento, que já contava com 4.320 assinaturas até a divulgação deste texto.
com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVEIA e KARINA MATIAS











