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Nacional

Delegada e líder do PCC usam padaria em SP para lavar dinheiro

Delegada da Polícia Civil de São Paulo e namorado preso por lavagem de dinheiro

Layla Lima Ayub, delegada da Polícia Civil de São Paulo, e seu namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel, foram detidos sob acusação de lavagem de dinheiro. As autoridades identificaram que o casal utilizou uma padaria no Jardim Itapemirim, zona leste da capital paulista, para ocultar recursos provenientes de atividades ilícitas.

A confirmação da prisão aconteceu em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (16) pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. O secretário, Osvaldo Nico Gonçalves, ressaltou o rigor da corregedoria: “Essa ação mostra que a gente não hesita em cortar na própria carne. Assim que a nossa corregedoria identificou que tinha coisa errada, foi feita uma investigação que resultou no pedido de prisão à Justiça, em parceria com o Ministério Público. Temos mecanismos rígidos de controle para impedir que pessoas que atuam na ilegalidade integrem nossas forças de segurança.”

Durante as investigações, a polícia apreendeu um contrato de compra e venda da padaria, celebrado por Layla e Dedel, no valor de R$ 40 mil. Fontes informam que o casal adquiriu o estabelecimento com o objetivo de lavar capitais. Layla também mantinha vínculos, pessoais e profissionais, com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A delegada, que assumiu o cargo em 19 de dezembro de 2025, já atuou como advogada em audiências de custódia de membros da facção.

Dedel, por sua vez, é considerado um dos responsáveis pela expansão do PCC no Norte do Brasil e, no momento da prisão, estava em liberdade condicional, desrespeitando as condições que lhe foram impostas ao ajustar residência com Layla em São Paulo.

A prisão do casal ocorreu no âmbito da Operação Serpens, que envolveu ações conjuntas do Ministério Público de São Paulo, da Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Pará. Além das prisões, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Marabá.

A CNN Brasil tenta estabelecer contato com a defesa de Layla e está aberta para recebimento de manifestações alheias ao caso.

*Sob supervisão de AR.

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