
A presença do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado gerou impasses entre os senadores. Conforme reportado pela Revista Oeste, as dúvidas sobre o comparecimento de Vorcaro foram levantadas nesta quarta-feira, 4. O senador Sergio Moro (União-PR) expressou suas incertezas, afirmando: “Essa é a pergunta de um milhão de dólares. Mas acredito que ele realmente não comparecerá”.
Outro integrante da comissão, o senador Eduardo Girão (Novo-CE), corroborou a ideia de que Vorcaro não deverá comparecer e não há previsão de uma nova data para o depoimento. O relator da CPI, Alessandro Vieira (MDB-SE), disse não ter informações definitivas mas espera que Vorcaro compareça perante o colegiado. O presidente da comissão, Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou que ainda aguarda uma posição concreta de Vorcaro.
Cancelamento da Reunião
O colegiado teve que cancelar a reunião marcada para terça-feira, 3, após o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, solicitar um habeas corpus, que foi concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. Esse incidente levou a CPI a suspender o depoimento de outro convidado, João Carlos Falbo Mansur, ex-presidente do conselho de administração da Reag Investimentos, também a pedido de sua defesa. Uma nova data para esses depoimentos ainda não foi definida.
Investigações da CPI
Embora a CPI tenha se originado de uma megaoperação no Rio de Janeiro que resultou em 121 mortes em outubro de 2025, a atenção se voltou para o caso do Banco Master e suas ligações com o Poder Judiciário. A comissão investiga contratos de honorários advocatícios que totalizam R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci, esposa do ministro do STF, Alexandre de Moraes. A CPI também analisará um possível conflito de interesses envolvendo o ministro Dias Toffoli, que era relator do caso.
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