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Brasil

CPI aprova quebra de sigilo de empresario investigado em fraude do Banco Master

A CPI do Crime Organizado do Senado aprovou nesta quarta-feira (11) a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático de Fabiano Campos Zettel, que é investigado por fraudes financeiras relacionadas ao antigo Banco Master. Segundo informações publicadas pela CNN Brasil, Zettel é cunhado de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, cuja liquidação foi determinada pelo Banco Central.

Zettel se entregou à Polícia Federal (PF) no dia 4 de março, após ser alvo da fase mais recente da operação Compliance Zero. A CPI ainda solicitou um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para que sejam transferidos os dados de sigilo de Zettel, abrangendo o período de 2020 a 2026.

Convocações de testemunhas

Durante a mesma sessão, foram aprovadas convocações obrigatórias para comparecimento de Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização do Banco Central, e Bellini Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central. O colegiado também encaminhou pedidos de informações à PF sobre a Operação Compliance Zero e ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), relacionado à morte de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário".

Mourão, ex-aliado de Vorcaro, tentou se suicidar enquanto estava sob custódia da PF em Minas Gerais, no dia 4 de março. A CPI também decidiu quebrar o sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático de Mourão, com dados que abrangem de janeiro de 2020 a março de 2026.

Votação e requerimentos

A votação na CPI resultou na aprovação de 27 requerimentos em bloco, de maneira simbólica. A pedido do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), foi retirado de pauta um pedido de quebra de sigilo referente a João Roma, ex-ministro do governo Bolsonaro. O relator considerou que a justificativa apresentada era "insuficiente", uma vez que se baseava apenas em vínculos com Ronaldo Bento, que já é diretor do Banco Pleno, também liquidado pelo Banco Central.

Vieira afirmou: "A técnica recomenda que se faça a quebra do Ronaldo Bento, que já foi concedida, para, em seguida, considerar uma eventual quebra do ex-ministro Roma."

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