
Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, o calendário de eventos esportivos em São Paulo é dominado por corridas de curta distância, deixando os caminhantes em segundo plano. Com um apelo aos organizadores, ocorre uma reflexão sobre a necessidade de promover caminhadas mais longas, ao invés das típicas provas de 3 km, que são frequentemente apresentadas nas agendas de eventos.
Recentemente, o autor da coluna questionou a linearidade nas opções de percurso desses eventos. Enquanto as corridas atraem cada vez mais participantes, as caminhadas são limitadas a distâncias reduzidas, que não refletem a diversidade das possibilidades de exploração urbana. Essa crítica se estende até eventos de grande porte, como a Marcha para Jesus e a Parada LGBT, cuja duração não ultrapassa 3,5 km.
Iniciativas Mínimas e o Potencial Desperdiçado
O projeto “Vamos Trilhar no Parque”, uma iniciativa da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, já trouxe cerca de 63.000 participantes para caminhadas em áreas verdes de São Paulo desde seu lançamento. Contudo, a maioria dos percursos se limita a 3 km. Esse número é visto como um teto arbitrário, que não considera o potencial de longo alcance das atividades de caminhada.
Outras iniciativas, como a Caminhada Noturna no Parque Estadual da Cantareira, oferecem uma alternativa mais desafiadora, com rotas de aproximadamente 8 km, permitindo aos participantes apreciarem a paisagem noturna da capital. Esse tipo de evento destaca a demanda por experiências mais robustas que conectam a população com a exploração da cidade.
O Desafio da Diversidade nas Corridas
Em São Paulo, mais de 250 corridas estão programadas para os finais de semana de 2026, muitas oferecendo opções de caminhada que muitas vezes parecem ser uma concessão a pessoas que não competem em corridas. Um exemplo recente é o evento Urban Walk, que ocorrerá no Parque Villa Lobos, onde, apesar de promover uma opção de 3 km, a ênfase ainda recai sobre a corrida de 5 km.
Thiago Klein, porta-voz da Norte Marketing Esportivo, enfatizou que o objetivo é incentivar um “Movimento Nacional para Sair do Sofá”, buscando engajar pessoas na prática esportiva. Embora o foco inicial pareça estar em atletas, Klein observa que a experiência de participar de tais eventos gera um sentimento de pertencimento e motivação para uma vida mais ativa.
Uma Proposta para o Futuro
Com base nas reflexões apresentadas, o chamado é para que os organizadores de eventos esportivos repensem suas ofertas. Proporcionar caminhadas de 5 km, 10 km ou mesmo mais longas não apenas atende a um público mais amplo, mas também estabelece oportunidades para que a população explore a cidade de forma mais acessível. Ao diversificar as distâncias e formatos, os organizadores poderiam atrair um maior número de participantes e enriquecer a experiência comunitária em São Paulo.











