
A Polícia Civil de Goiás prendeu, na madrugada desta quinta-feira (28), Cléber Rosa de Oliveira e seu filho como suspeitos no homicídio da corretora Daiane Alves Souza. Daiane havia desaparecido em dezembro do ano passado em um prédio em Caldas Novas. O corpo dela foi encontrado na mesma madrugada em uma área de mata nas proximidades.
O delegado Pedromar Augusto de Souza, responsável pela investigação, informou que o porteiro do condomínio também foi levado à delegacia para prestar depoimento sobre o caso. A defesa de Cléber foi contatada, mas ainda não se manifestou oficialmente.
Denúncias entre Daiane e Cléber
Antes de desaparecer, Daiane e Cléber estavam envolvidos em uma troca de denúncias. Documentos obtidos revelam que Cléber foi acusado de assediar Daiane de fevereiro a outubro de 2025, após desentendimentos em novembro de 2024. A promotoria alega que Daiane alugou um apartamento para um número de hóspedes superior ao permitido, o que teria motivado as perseguições por parte de Cléber.
Em nota, a defesa de Cléber alegou que suas ações foram em conformidade com suas funções como síndico, visando a manutenção da ordem no condomínio. Daiane havia protocolado 12 processos contra Cléber, sendo 11 ainda ativos e um arquivado com sentença favorável a ela.
Entenda o caso
No dia 17 de dezembro, Daiane foi incomodada por um corte de luz em seu apartamento e decidiu descer para verificar a situação. Ela foi vista em um vídeo onde interagiu com um vizinho antes de entrar no elevador. A filmagem apresenta um intervalo de dois minutos, durante o qual Daiane desaparece das imagens e só retorna ao elevador sozinha. Após isso, ela não foi mais vista.
Vídeos gravados para amiga
<pDurante esse trajeto, Daiane gravou um vídeo para uma amiga, registrando a falta de energia e conversas com o porteiro. Contudo, o último vídeo gravado quando ela retornou ao elevador não foi enviado. A Delegacia de Homicídios de Goiás assumiu a investigação, que agora é tratada como homicídio.
Trocas de acusações entre defensores
Defesa de Daiane Alves Souza: “A defesa refuta as acusações de violação de domicílio, assegurando que a inocência de Daiane será demonstrada no processo. As ações dela foram reações a uma situação de risco.” A defesa alega que Daiane agiu para proteger seu padrasto de uma agressão e que seu ato se embasa em legítima defesa de terceiro.
Defesa de Cléber Rosa de Oliveira: “Cléber não é investigado. Ele está colaborando com as autoridades e seu histórico de conflitos sempre foi tratado judicialmente.” A defesa também menciona uma denúncia recente contra Daiane por violação de domicílio, enfatizando que todas as ações de Cléber visam a manutenção da ordem e legalidade no condomínio.











