
Cerca de 41,4 milhões de eleitores estão habilitados a votar. Se nenhum candidato receber mais de 50% dos votos, um segundo turno será realizado em 21 de junho. O novo presidente tomará posse na Casa de Nariño em 7 de agosto.
Principais Candidatos
- Iván Cepeda (esquerda): senador e defensor dos direitos humanos, representa a continuidade de Petro;
- Abelardo de la Espriella (ultradireita): advogado e empresário, admirador de líderes como Donald Trump e Javier Milei;
- Paloma Valencia (direita tradicional): vinculada a uma das famílias mais influentes do país e mentora do ex-presidente Álvaro Uribe.
Segundo informações publicadas pelo CartaCapital, Renata Peixoto de Oliveira, doutora em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais, alertou para os riscos da esquerda colombiana sofrer uma derrota semelhante à dos progressistas no Chile, onde a candidata Jeannette Jara perdeu o segundo turno.
Pesquisas recentes, como a da Invamer, mostraram Cepeda com 44,6% das intenções de voto, à frente de De la Espriella (31,6%) e Valencia (14%). Já a sondagem da AtlasIntel revelou números similares: 38,7% para Cepeda, 37,3% para De la Espriella e 14,3% para Valencia.
Um segundo turno pode consolidar a união dos votos da direita contra Cepeda. “É quase como um plebiscito”, disse Peixoto, destacando que o voto em Cepeda representa um desejo de continuidade política. A perda por parte de Cepeda significaria um forte golpe para a esquerda, que ainda está em fase inicial na administração.
Desafios do Acordo de Paz
Peixoto também ressaltou a relevância do acordo de paz na eleição. Desde sua assinatura em 2016, muitos desafios ainda persistem. A insatisfação sobre a reintegração de ex-combatentes e a falta de cumprimento por parte do Estado das cláusulas acordadas são questões críticas que ainda precisam ser debatidas.
Como mencionado por Peixoto, os problemas de violência e a presença de dissidências têm impactado o clima eleitoral. “O acordo de paz não se efetivou da maneira como era esperado”, disse, enfatizando a relevância do tema na corrida presidencial.
Poder da Direita
Diante disso, a direita apresenta propostas de segurança mais rigorosas, dividindo a opinião pública. Valencia representa a direita tradicional ligada ao uribismo, enquanto De la Espriella simboliza uma nova onda de ultradireita que busca se distanciar dos partidos tradicionais.
Para Peixoto, uma derrota significativa da esquerda pode resultar em desafios para sua reconfiguração futura. “A Colômbia vive uma experiência única com um governo progressista, e um retorno à direita poderia complicar os esforços de reorganização”, finalizou.
Essas eleições não são apenas uma escolha de candidatos, mas a chance de definir o futuro político da Colômbia e suas abordagens em questões como segurança e paz.











