
Em nota divulgada na quinta-feira (7), o Partido Progressistas (PP) manifestou sua expectativa de que os eventos recentes sejam “devidamente esclarecidos”, em meio a uma investigação da Polícia Federal que tem como alvo o presidente da sigla, o senador Ciro Nogueira (PP-PI). O partido pediu o respeito ao “amplo direito de defesa e ao devido processo legal”.
Conforme reportado pelo Poder360, a quinta fase da Operação Compliance Zero está investigando Nogueira por supostas vantagens econômicas recebidas do controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo a PF, essas vantagens estavam ligadas a ações favoráveis do senador em defesa dos interesses do grupo financeiro.
O PP enfatizou sua confiança nas instituições e na Justiça brasileira, destacando a importância da transparência no processo investigativo.
A Emenda FGC
A investigação da PF destaca uma emenda apresentada por Ciro Nogueira à PEC 65 de 2023, que propunha aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante. Documentos indicam que a redação da emenda replicou integralmente um texto preparado pelo Banco Master, com mensagens de Vorcaro afirmando que a emenda “saiu exatamente como mandei”.
De acordo com a investigação, a aprovação da emenda poderia beneficiar significativamente os negócios do Banco Master, com a possibilidade de uma “hecatombe” no mercado financeiro.
O que diz Ciro Nogueira
A defesa do senador Ciro Nogueira se manifestou, destacando a repulsa a “qualquer ilação de ilicitude”. Os advogados alegam que o senador não teve participação nas atividades investigadas. Em comunicado, a defesa também se colocou à disposição para prestar esclarecimentos à Justiça e criticou as medidas cautelares adotadas, que, segundo eles, foram fundamentadas em “mera troca de mensagens”.
As alegações de que as decisões exigem “reflexão e controle severo de legalidade” foram levadas ao debate, instando as cortes superiores a revisarem os procedimentos adotados.



