
A primeira quinzena de março de 2026 registrou intensas chuvas em diversas regiões do Brasil, com destaque para a forte atuação de uma frente fria nas costas do Sul e Sudeste do país. Segundo informações divulgadas pelo Climatempo, várias áreas do Norte e do Sudeste acumularam precipitações que chegaram a ser equivalentes a metade da média histórica deste mês.
Chuva Volumosa e Acumulados Incomparáveis
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) relatou que os maiores volume de chuvas variaram entre 300 mm e mais de 400 mm em 15 dias. As regiões mais afetadas foram o litoral do Amapá, Pará e Maranhão, onde a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) teve um papel crucial.
Na região de São Paulo, também se observaram acumulados consideráveis, especialmente em Ubatuba e Peruíbe, com volumes entre 200 mm e 300 mm. Uma comparação entre a média histórica de chuvas e os registros acumulados mostra um aumento significativo, quase alcançando os patamares normais para março, que variam entre 180 mm e 220 mm.
Os acumulados de chuva excederam 200 mm em diversas localizações de São Paulo, com o estado se destacando entre os mais chuvosos do país, conforme medições do INMET, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro).
Registros Históricos de Precipitação
Confira abaixo alguns dos maiores acumulados de chuva na primeira quinzena de março, com registro superior a 200 mm:
- 423,8 mm – Oiapoque/AP
- 389,8 mm – Salinópolis/PA
- 375,2 mm – UHE Funil, Guaratinguetá/SP
- 372,6 mm – Bragança/PA
- 344,8 mm – Cananéia/SP
- 324,2 mm – Peruíbe, SP
- 291 mm – Mariana/MG
Capitais e Precipitação
Entre as capitais brasileiras, Belém, São Luís e Macapá se destacaram com os maiores índices de chuva. Em Belém, o acumulado foi de 286 mm, enquanto em São Luís e Goiânia os registros foram de 239 mm e 210 mm, respectivamente. Vale ressaltar que a média histórica para março em Belém é de 506 mm, o que destaca a intensidade e importância das chuvas deste ano.
No estado do Rio de Janeiro, segundo o Sistema Alerta Rio, houve recorde de precipitação em algumas estações, como na Rocinha, que registrou 107 mm, com médias mensais situando-se em 137 mm.
Considerações Finais
Esses padrões climáticos prenunciam um mês de março atípico, gerando preocupação e atenção para possíveis alagamentos e deslizamentos, principalmente nas áreas urbanas. O fenômeno se destaca como um alerta para a necessidade de preparação e monitoramento das instituições, especialmente em um contexto de aquecimento global, que pode intensificar as variações climáticas e a ocorrência de desastres naturais.











