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Internacional

China critica EUA por acusações a Raúl Castro e defende soberania de Cuba

A China expressou crítica contundente às ações dos Estados Unidos relacionadas às acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro, de 94 anos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, declarou que o governo chinês desaprova o uso indevido de sistemas jurídicos e da pressão política por parte dos EUA sobre Cuba.

Durante uma coletiva de imprensa, Guo enfatizou que Pequim pede que Washington cesse suas sanções e as ameaças de força contra a ilha, reafirmando o apoio firme da China à soberania e dignidade nacional de Cuba. Ele também manifestou a oposição da China à interferência estrangeira nos assuntos internos cubanos.

Acusações de Assassinato contra Raúl Castro

Na quarta-feira, 20 de maio, foram formalizadas acusações criminais nos Estados Unidos contra Raúl Castro, remetendo a um caso histórico de 1996, onde jatos cubanos abateram aeronaves civis operadas por um grupo de exilados cubanos conhecido como Irmãos ao Resgate. Castro, que na época era ministro da Defesa, é acusado de ter ordenado o ataque que resultou na morte de quatro indivíduos, incluindo três cidadãos americanos.

As acusações contra Castro incluem conspiração para assassinar cidadãos americanos, destruição de uma aeronave e homicídio, com outros réus também sendo indiciados. Apesar de seu afastamento da presidência em 2018, após 10 anos no cargo, Castro continua sendo uma figura influente na política cubana.

Este movimento por parte dos EUA é inusitado, considerando que acusações criminais contra líderes estrangeiros são raras. A medida ocorre em um contexto em que o governo americano, sob pressão da administração atual, busca implementar mudanças significativas em Cuba.

Roupa Tensa nas Relações EUA-Cuba

Em resposta às tensões, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou na quarta-feira, em uma mensagem dirigida ao povo cubano, sua disposição para criar um novo relacionamento bilateral. Com histórico familiar de imigração cubana, Rubio ofereceu US$ 100 milhões em ajuda humanitária, com a condição de que alimentos e medicamentos sejam distribuídos através da Igreja Católica ou de organizações confiáveis.

Rubio responsabilizou os líderes cubanos pelos problemas de escassez de eletricidade, alimentos e combustível que o país enfrenta, acentuados pelo bloqueio econômico imposto pelos EUA. Em retaliação, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, criticou Rubio como “porta-voz de interesses corruptos e vingativos”, embora não tenha descartado aceitar a ajuda proposta.

Rodríguez salientou que, enquanto a oferta de auxílio de 100 milhões de dólares é considerada, o impacto devastador do bloqueio econômico e da restrição energética é evidente, constituindo um ponto central nas discussões atuais entre os dois países.

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