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Internacional

CEO de petroleira americana afirma que investir na Venezuela é inviável

Darren Woods, presidente e CEO da ExxonMobil, afirmou em reunião com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, que as condições atuais tornam inviável qualquer investimento da empresa na indústria petrolífera da Venezuela. A declaração foi publicada em uma postagem oficial da ExxonMobil.

“Se analisarmos as estruturas legais e comerciais vigentes hoje na Venezuela, veremos que o país é inviável para investimentos”, disse Woods.

Woods destacou a necessidade de mudanças significativas nas estruturas comerciais e no sistema jurídico para viabilizar ações no país.

“É necessário haver proteções duradouras para os investimentos, e as leis de hidrocarbonetos do país precisam ser alteradas”, acrescentou.

Ele também mencionou a possibilidade de enviar uma equipe à Venezuela, caso o governo local faça o convite e ofereça garantias de segurança. Segundo Woods, essa ação poderia facilitar a exportação do petróleo bruto venezuelano e contribuir para a recuperação financeira do país.

“Acredito que podemos contribuir para levar o petróleo bruto venezuelano ao mercado e obter um preço justo, ajudando assim a melhorar a situação financeira do país”, afirmou.

Confiança em mudanças

Woods expressou confiança de que uma colaboração entre os governos dos Estados Unidos e da Venezuela poderá resultar em alterações necessárias para o setor. Ele esclareceu que a ExxonMobil não possui uma opinião formada sobre o governo venezuelano, mas reconheceu a importância dos recursos petrolíferos para a sustentabilidade das comunidades locais.

“Eles são uma importante fonte de receita que ajuda a sustentar as pessoas das regiões onde atuamos”, observou. “Precisamos ser bem-vindos lá — e ser bons vizinhos”.

O CEO da ExxonMobil relembrou que a empresa iniciou suas operações na Venezuela na década de 1940, mas se retirou há 20 anos. Woods ressaltou que a recuperação de ativos e o retorno ao mercado venezuelano exigiriam mudanças substanciais em relação a experiências passadas.

“Nossos bens foram confiscados lá duas vezes. Portanto, você pode imaginar que uma terceira entrada exigiria mudanças bastante significativas em relação ao que vimos historicamente aqui e ao que é a situação atual”, finalizou.

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