
Levantar a taça da Copa do Mundo transcende a vitória esportiva; trata-se de um ingresso para a memória coletiva dos torcedores e de uma oportunidade financeira que pode reverberar por décadas. No Brasil, um país onde a competição gera emoções que atravessam gerações, muitos ex-campeões aproveitam a visibilidade proporcionada pelo torneio para se tornarem figuras centrais em campanhas publicitárias e eventos comerciais.
Segundo informações publicadas pelo InfoMoney, a Copa cria um mercado paralelo que explora a nostalgia. Marcas buscam ex-jogadores que, mesmo anos depois de suas conquistas, ainda evocam confiança e emoção. O forte reconhecimento de um campeão mundial brasileiro é uma arma poderosa para a publicidade, garantindo relevância e retorno em campanhas.
Ronaldo: O Rei das Campanhas
Um exemplo emblemático é Cristiano Nazário, campeão em 1994 e destaque no pentacampeonato de 2002. Atualmente, ele é um dos ex-atletas mais procurados por marcas como Brahma, Itaú, Doritos e Rexona, mostrando o quão eficaz é seu nome em campanhas. Inclusive, seu filho ganhou destaque em uma campanha do Bradesco, aproveitando a força do legado familiar ligado à seleção.
Cafu e sua Presença Continuada
Cafu, capitão do Brasil em 2002, também continua sendo uma figura atrativa para as marcas. Engajado em campanhas com empresas como iFood, Gillette e McDonald’s, sua imagem é sinônimo de liderança e conexão com o público, atributos extremamente valorizados pela indústria publicitária.
Ronaldinho e a Irreverência Como Produto
Mesmo anos após encerrar sua carreira, Ronaldinho Gaúcho permanece uma presença comercial relevante. Hoje, embaixador da Nike e participante de campanhas da BIC, ele continua a se destacar na televisão, incluindo um espaço na TV Globo. A irreverência que o caracterizou em campo se traduz em contratos e campanhas fora dele.
Denílson e a Memória Comercial
Denílson, campeão em 2002, também ilustra bem essa dinâmica. Além de seu trabalho consolidado como comentarista na Globo, ele colabora com marcas como Casas Bahia e Centauro, demonstrando como a identificação criada durante a Copa ainda resulta em retorno financeiro, mesmo mais de 20 anos após suas vitórias.
Os Campeões de 1994 e seu Valor Sustentado
Os campeões de 1994 ainda têm espaço garantido no mercado. Raí participa de campanhas da Hisense, e Cláudio Taffarel se associa a Guaraná Antarctica e Banco Carrefour, enquanto Jorginho, Bebeto e Branco são ativos em eventos organizados pelo Grupo Águia.
Conforme relatado pelo InfoMoney, a Copa do Mundo movimenta não apenas os patrocinadores oficiais e os direitos de transmissão, mas também aquece a indústria da memória afetiva do futebol. Ex-jogadores que revivem suas histórias se tornam parte de um ecossistema que transforma prestígio em oportunidades comerciais duradouras, demonstrando que o impacto de um título mundial ultrapassa os 90 minutos de uma partida decisiva.











