
BYD Acusada de Condições Análogas à Escravidão na Bahia
A fabricante chinesa BYD foi oficialmente incluída na ‘lista suja’ do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) por ser considerada responsável por submeter 224 trabalhadores chineses a condições análogas à escravidão durante a construção de sua fábrica em Camaçari, na Bahia. A inclusão na lista foi resultado de uma operação realizada em dezembro de 2024, que inicialmente havia identificado 163 trabalhadores, porém houve um incremento no número total após investigações adicionais.
Conforme reportado pelo Repórter Brasil, os auditores fiscais do MTE rejeitaram a justificativa da BYD de que os trabalhadores eram contratados por uma empresa terceirizada. Segundo a fiscalização, a montadora estabeleceu vínculo empregatício direto com os operários resgatados.
As análises dos contratos revelaram jornadas de trabalho que variavam de 60 a 70 horas semanais, superando o limite legal no Brasil de 44 horas. Além disso, as condições de habitação eram consideradas degradantes, com alojamentos que apresentavam apenas um vaso sanitário para 31 pessoas e muitos trabalhadores dormindo sem colchões. A falta de armários também resultou em um ambiente insalubre, onde alimentos se misturavam a roupas e outros pertences.
A BYD foi contatada para comentar a situação e sua resposta será adicionada assim que recebida. À reportagem, a montadora afirmou anteriormente, de acordo com declaração publicada na Repórter Brasil, que mantém um “compromisso inegociável com os direitos humanos e trabalhistas”, reafirmando o respeito à legislação brasileira e às normas internacionais de trabalho.



