Da euforia à decepção: como brasileiros que torcem pela Argentina assistiram à final da Copa em São
Bairro da Mooca foi tomado por brasileiros para torcer a favor de Lionel Messi e cia.
A Copa do Mundo de 2026 é palco de uma série de mudanças nas regras do futebol, conforme reportado pelo Estadão. O órgão responsável pelas normas do esporte, International Football Association Board (Ifab), introduziu novas diretrizes para combater o antijogo, mas sua aplicação gerou controvérsia. As federações sul-americana e europeia, Conmebol e Uefa, confirmaram que não irão adotar a polêmica “Lei Vini Jr.”, que prevê a expulsão de jogadores que cobrem a boca durante discussões em campo.
Além de Almirón, o zagueiro equatoriano Piero Hincapié também foi expulso pela nova regra após um incidente com o mexicano Santiago Giménez em outra partida. A aplicação efetiva da norma foi feita com apoio do VAR, que sinalizou aos árbitros as infrações.
Vini Jr. inspirou norma da Ifab, mas Conmebol e Uefa descartam punir jogadores que cubram a boca. Foto: Werther Santana/Estadão
Em comunicado emitido em 14 de julho, a Conmebol informou que não adotará a “Lei Vini Jr.” nas competições da entidade, como a Libertadores e a Copa Sul-Americana. A decisão foi justificada pela federação sul-americana, enfatizando que a expulsão de jogadores por cobrir a boca não será implementada.
A Uefa também manifestou sua posição, confirmando que a norma não será aplicada nas competições europeias, incluindo a Champions League, a partir da temporada 2026/27. Em nota, a federação europeia argumentou que a avaliará de forma diferente, permitindo que árbitros decidam se uma infração deve ser punida com cartão amarelo, sem a necessidade de expulsão automática.
“A interpretação da norma permitirá que árbitros entendam o contexto e a intenção por trás da ação do jogador, evitando punições desproporcionais”, segundo o documento da Uefa.
Outro aspecto notável nas regras revisadas foi o “protocolo por erro de identidade”, que foi testado na Copa do Mundo. A aplicação correta do cartão, incluindo a revisão de decisões do VAR, foi um tema quente, especialmente durante a partida entre Argentina e Suíça, quando um jogador foi expulso após um erro de identificação inicial pelo árbitro.
De acordo com a BBC, a Uefa também instruirá seus árbitros sobre a não consideração de simulações como erro de identificação em futuras competições, buscando maior clareza e precisão nas decisões de campo.
Os árbitros da Uefa se reunirão em breve para discutir a implementação do VAR, buscando alinhar as interpretações das novas regras em toda a Europa.
Segundo as diretrizes da Ifab, um “erro de identificação” ocorre quando o árbitro penaliza o jogador errado por uma infração. Essa revisão concentrará na identidade do infrator, mantendo a integridade das decisões arbitrais.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) irá promover reuniões a partir de agosto para discutir a possível implementação dessas novas diretrizes em competições nacionais, seguindo o debate em torno da aplicação das regras que já estão válidas em torneios da Conmebol.
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