
As duas maiores economias da América Latina, Brasil e México, estão estabelecendo uma sólida integração comercial com foco especial na sustentabilidade. Conforme reportado pelo Notícias Agrícolas, o comércio bilateral entre os países alcançou US$ 13,6 bilhões em 2024, revelando um grande potencial de crescimento.
Acordos Setoriais e Sustentabilidade
Em 2025, Brasil e México formalizaram a intenção de expandir suas relações comerciais por meio de acordos setoriais, aproveitando o acesso do México ao espaço de livre comércio com os Estados Unidos e Canadá. Um dos principais focos desses acordos é o setor de biocombustíveis e eletrificação de veículos. O Brasil, reconhecidamente o maior produtor mundial de etanol e com uma indústria significativa de biodiesel, possui uma infraestrutura robusta de cadeia produtiva e tecnologia avançada, fundamentais para o aprendizado do México nesse campo.
Matriz Elétrica e Transição Energética
A matriz elétrica do México, que depende majoritariamente de combustíveis fósseis, com aproximadamente 60% da eletricidade gerada a partir de gás natural e 75% proveniente de fontes fósseis em 2024, conforme a Agência Internacional de Energia (IEA), contrasta com as fontes de baixo carbono que contribuíram com quase um quarto da eletricidade do país, incluindo hídrica, solar e eólica.
Inovação e Cooperação Tecnológica
A inovação e a cooperação tecnológica emergem como componentes cruciais das colaborações entre Brasil e México, com a troca de conhecimentos impactando outros países da América Latina. A aplicação de redes inteligentes e sistemas de armazenamento de energia poderá trazer avanços significativos em distribuição e transmissão de energia.
Além disso, essa colaboração reforça a atuação conjunta nos fóruns internacionais, onde as pautas climáticas e energéticas ocupam um lugar central na agenda global.
A base dos acordos entre os países precisa ser de longo prazo, com o intuito de fortalecer a transição energética e a resiliência climática. O desenvolvimento dessas iniciativas promete não só impulsionar as economias locais, mas também inspirar outros países da região a adotarem práticas sustentáveis.
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