
A União Europeia (UE) divulgou nesta terça-feira uma lista de países que estão autorizados a continuar exportando carne para o bloco, de acordo com as regras europeias de controle do uso de antibióticos na pecuária. O Brasil, porém, não está incluído na relação, que abrange nações como Argentina, Colômbia e México, todas consideradas em conformidade com os padrões sanitários exigidos pela UE.
Importância do Mercado Europeu para o Brasil
A União Europeia é um parceiro comercial fundamental para o Brasil. Dados do Agrosat, sistema de dados do Ministério da Agricultura, indicam que, em 2025, o volume de carnes — incluindo bovinos e carne branca — exportado para os 27 países da UE alcançou US$ 1,8 bilhão, colocando o bloco como o segundo maior destino para a carne brasileira. Em 2025, o Brasil exportou um total de US$ 31,8 bilhões em carnes, com a China liderando como o maior mercado, totalizando US$ 9,8 bilhões.
Mudanças no Cenário de Exportação
Nos primeiros três meses de 2026, a UE perdeu sua posição de destaque, caindo para o terceiro lugar entre os principais destinos das exportações brasileiras, ficando atrás dos Estados Unidos. Esse cenário gera preocupações sobre a competitividade das carnes brasileiras no mercado internacional.
Principais Destinos da Carne Bovina Brasileira
De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), os países da UE, individualmente, não estão entre os principais compradores da carne bovina do Brasil. Os principais mercados incluem China, Estados Unidos, Chile e Rússia, que continuam a ser os destinos prioritários para os exportadores brasileiros.
Estas novas restrições impõem desafios adicionais para o setor de carnes do Brasil, destacando a necessidade de alinhamento com as normas internacionais de segurança alimentar e sanidade. Conclusões sobre esse impacto ainda estão por vir, mas as implicações para a economia agrícola brasileira são significativas.
Fontes: O Globo.



