
Em outubro de 2023, a administração do presidente Joe Biden tomou a decisão de suspender algumas sanções impostas à Venezuela, criando um ambiente atrativo para investidores que se interessam pelo mercado local. No entanto, em abril de 2024, essas sanções foram restauradas após o governo de Nicolás Maduro não cumprir acordos eleitorais previamente estabelecidos.
Um dos investidores inicialmente considerados para o setor petrolífero venezuelano, identificado como Vorcaro, decidiu se afastar do projeto, optando por não expor seu nome ao retorno das sanções, temendo que sua empresa, Master, pudesse ser negativamente impactada em suas operações nos Estados Unidos.
Por outro lado, outro empresário, Kallas, seguiu em frente e conforme informações divulgadas pelo UOL, investiu cerca de US$ 50 milhões em consultoria e serviços no setor de petróleo na Venezuela. Apesar da confirmação do investimento por fontes, Kallas nega a realização desse aporte.
Kallas, que tem raízes na mineração, está atualmente sob investigação pela Polícia Federal do Brasil, no âmbito da Operação Parcours, que investiga a extração ilegal de minério de ferro na Serra do Curral, em Belo Horizonte, além de corrupção na Agência Nacional de Mineração (ANM). Também é mencionado na Operação Rejeito, que apura a suspeita de que ele seria parte de uma organização criminosa dedicada à exploração irregular de recursos mineradores, tema que tramita no Supremo Tribunal Federal.
Uma informação adicional relevante é que, no inquérito da Operação Parcours, Kallas contratou Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF, Alexandre de Moraes, como sua advogada.
Essa situação ilustra a complexidade e os riscos associados ao investimento na Venezuela, especialmente em um cenário onde as sanções governamentais são voláteis e podem surtir efeitos diretos sobre operações comerciais.



