
Durante a cerimônia de posse do ministro Kassio Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, destacou o advogado-geral da União, Jorge Messias. Simonetti elogiou Messias, representando a advocacia brasileira: “Cumprimento especialmente a advocacia brasileira na pessoa de um querido amigo, que é o advogado-geral da União, Jorge Messias”, destacou durante seu discurso.
Após a menção, o público presente no plenário aplaudiu, o que foi interpretado como um gesto de apoio a Messias. A indicação de Jorge Messias para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi rejeitada pelo Senado, o que intensificou o simbolismo da ocasião.
Ao lado de Lula, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não se juntou aos aplausos destinados a Messias. Governistas atribuíram a Alcolumbre uma parte da articulação que levou à rejeição da indicação do AGU ao STF. Outros líderes, como o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do STF, Edson Fachin, também permaneceram em silêncio.
O distanciamento entre Lula e Alcolumbre foi notável durante a solenidade. Apesar de estarem sentados próximos, ambos evitaram interações ao longo do evento, evidenciando a tensão política existente.
Conforme reportado pela CNN Brasil, esses eventos refletem a divergência nas relações políticas que permeiam o atual cenário do governo e suas interações com o Legislativo.



