
Um ataque com mísseis atingiu um quartel-general do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) no Irã, localizado na província de Gilan, no norte do país. Segundo a agência de notícias estatal IRNA, o incidente ocorreu na manhã desta sexta-feira, 24 de julho, resultando em danos significativos às instalações.
Local do Ataque
O alvo foi o quartel-general da Marinha do IRGC em Zibakenar, uma área às margens do Mar Cáspio. Autoridades locais relataram que, além dos danos materiais, ao menos quatro pessoas perderam a vida no ataque.
Resposta dos EUA
O Comando Central dos Estados Unidos anunciou que atacou “centros de comando militar iranianos, instalações de armazenamento de drones e outras capacidades estratégicas” na noite anterior, como parte de uma série de ataques que já se estendem por 13 dias consecutivos. No entanto, a entidade não especificou as localizações exatas dos ataques.
A CNN não pôde verificar de maneira independente as alegações do Irã sobre o impacto do ataque.
Reação Iraniana
Em resposta, autoridades iranianas afirmaram que realizaram ataques contra instalações dos EUA em Bahrein, Kuwait e Jordânia. A Guarda Revolucionária anunciou ter atacado uma base no Kuwait e um ponto de observação da Quinta Frota dos EUA no Bahrein, conforme relatado pela agência semioficial Tasnim.
Além disso, drones foram lançados contra a Base Aérea Sheikh Isa, no Bahrein, e a Base Aérea Al-Azraq, na Jordânia. Assim como no caso anterior, a CNN não conseguiu confirmar essas informações de forma independente.
Tensão Regional
A escalada dos ataques ocorre em meio a um aumento de hostilidades entre o Irã e nações aliadas dos EUA na região, intensificada após uma nova ofensiva americana em julho. Países como Kuwait, Bahrein e Jordânia, que sob ataque iraniano, têm bases militares da força americana.
Consequências e Alerta de Viagem
Como resultado das crescentes tensões, consulados estrangeiros emitiram advertências severas, e o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido atualizou seu conselho, desaconselhando “viagens que não sejam essenciais” para Kuwait e Bahrein.
Contexto do Conflito
O conflito entre os EUA e o Irã começou a se intensificar em fevereiro, quando o então presidente Donald Trump anunciou um ataque “de grande escala” contra o Irã, alegando a necessidade de defender os Estados Unidos de ameaças iminentes. O foco do governo americano estava no programa nuclear iraniano, que continua a ser uma fonte significativa de tensão nas relações diplomáticas.
Os ataques aéreos dos EUA e de Israel, que resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei, provocaram uma violenta resposta do Irã, culminando em uma série de represálias em todo o Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz, uma passagem vital para o comércio global de petróleo.
As hostilidades agravaram-se em um contexto de descontentamento interno no Irã, que havia sido empurrado para a crise econômica, levando a protestos em massa antes do início do conflito armado. A situação continua a ser monitorada atentamente por observadores internacionais, enquanto o cenário regional permanece volátil.











