
Os assessores do Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, visitaram o Brasil no ano passado para discutir as atividades de organizações criminosas, com foco na atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV). A informação foi divulgada em primeira mão pelo repórter Eliseu Caetano, do Jornal da Manhã, da [Jovem Pan News](https://jovempan.com.br/noticias/brasil/no-brasil-assessores-de-marco-rubio-conversaram-com-lincoln-gakiya-sobre-pcc.html).
Durante a visita, os interlocutores de Rubio, que incluíram o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, discutiram o impacto do PCC no Brasil e suas atuações internacionais. Gakiya, reconhecido por seu trabalho no combate ao crime organizado como integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MP-SP, destacou a importância das conversas com os assessores.
Os membros do governo Trump estiveram nas cidades de Brasília e São Paulo, onde também se reuniram com policiais federais para debater estratégias de combate ao crime organizado. As autoridades americanas buscam informações sobre a estrutura e o alcance do PCC, que tem se mostrado uma grande preocupação para a segurança pública.
### Classificação como Terroristas
Segundo o colunista Eliseu Caetano, os EUA estão considerando classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Essa classificação poderia ter repercussões significativas nas relações entre Brasil e Estados Unidos, levando a um aumento da pressão legal sobre intervenções militares na América Latina. Um exemplo recente é a operação de captura do ditador Nicolás Maduro, na Venezuela.
Em conversa com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, Rubio abordou a sensibilidade do tema e seus potenciais desdobramentos. O receio entre os integrantes do governo brasileiro é que uma classificação de terrorismo geraria uma justificativa para ações militares em solo latino-americano.
Estas discussões refletem a crescente cooperação entre Brasil e EUA no combate ao narcotráfico e ao crime organizado, além de levantar debates sobre a soberania e a segurança regional.



