
Conforme reportado pelo UOL, a Cúria Metropolitana de Ribeirão Preto, por meio da Provisão nº 230/2026, designou um padre para exercer a função de exorcista, levando em consideração as “necessidades espirituais dos fiéis” da arquidiocese. O decreto atende às diretrizes do Código de Direito Canônico e das normas litúrgicas da Igreja Católica.
O sacerdote nomeado agora possui autorização formal para realizar o rito do Exorcismo Maior em benefício daqueles que necessitam. Essa ação deve ocorrer sob a supervisão do arcebispo metropolitano e seguir rigorosamente o Ritual de Exorcismo aprovado pela Santa Sé.
Orientações do arcebispo sobre o ministério de exorcismo
No decreto, o arcebispo Dom Moacir Silva enfatiza a importância de que o ministério seja exercido com “extrema prudência, caridade pastoral e discernimento”, em conformidade com as diretrizes da Igreja para o exorcismo. Este ofício foi oficializado por Dom Moacir e pelo chanceler da Cúria, padre Samuel Matias.
A designação do padre como exorcista é um marco para a arquidiocese, uma vez que, até agora, não havia nenhum sacerdote com essa autorização. A área de atuação abrange paróquias em 20 municípios do interior paulista.
Exorcismo: um rito controlado e raro
Retratado em diversas produções cinematográficas e televisivas, o exorcismo é um rito notoriamente raro e rigidamente controlado. A Igreja Católica exige uma investigação minuciosa em cada caso, colaborando inclusive com a ciência. O ritual é considerado um último recurso, utilizado apenas diante de evidências substanciais de possessão demoníaca. A realização do exorcismo é exclusiva para padres devidamente autorizados por um bispo e que tenham passado por preparação específica, respeitando as normas estabelecidas pela Igreja.











