
A mudança no formato do torneio permitiu a ampliação das vagas africanas, anteriormente limitadas a apenas cinco, e possibilitou que seleções emergentes se destacassem. Essa nova configuração já altera significativamente o perfil competitivo do futebol africano no cenário mundial.
Historicamente sub-representada nas Copas do Mundo, a África teve um crescimento notável ao longo das décadas. Desde a primeira participação, com o Egito em 1934, as seleções africanas vêm conquistando maior relevância no torneio mundial.
O destaque mais recente ficou por conta do Marrocos, que na Copa de 2022 tornou-se a primeira seleção africana a alcançar uma semifinal, terminando na quarta colocação. Antes disso, outras equipes, como Camarões em 1990, Senegal em 2002 e Gana em 2010, haviam chegado às quartas de final, sendo essa última eliminada nas penalidades após um empate emocionante com o Uruguai.
Foto: Seleção Marroquina / Redes Sociais.
SELEÇÕES CLASSIFICADAS
Entre os classificados, destacam-se tanto seleções consolidadas quanto aquelas que estão ascendendo no cenário internacional.
Senegal, atual campeão africano, é uma das principais forças do continente, tendo alcançado as quartas de final em 2002, e apresenta um elenco forte em competições internacionais.
Marrocos, por sua vez, acumula a melhor campanha africana em Copas, refletindo um projeto esportivo robusto, que inclui investimentos significativos em scouting global e integração de jogadores formados na Europa.
As seleções do Egito, Argélia e Tunísia trazem uma bagagem histórica, com inúmeras participações em mundiais, embora ainda busquem avançar mais nas fases eliminatórias.
Gana retorna com um histórico relevante, especialmente pela edição de 2010, em que esteve a um pênalti de se tornar a primeira seleção africana semifinalista.
A Costa do Marfim, bicampeã da Copa Africana de Nações, também volta a competir no cenário mundial, enquanto as seleções menos tradicionais, como Cabo Verde e a República Democrática do Congo, representam as surpresas dessa nova etapa do futebol africano.
A África do Sul completa o quadro, retornando ao torneio após três edições ausente, sendo sua última participação em 2010, quando sediou o evento.
Samuel Eto’o comemora gol contra o Brasil na Copa das Confederações de 2003. | Foto: Reprodução / FIFA.
FALTA DE CLASSIFICAÇÃO PARA SELEÇÕES TRADICIONAIS
Apesar do aumento de vagas, algumas seleções históricas ficaram de fora do torneio.
Camarões, a seleção com mais participações na história das Copas, com oito aparições, não se classificou. A equipe também é lembrada pelo feito de ter chegado às quartas de final em 1990.
Além disso, a Nigéria, conhecida por suas campanhas consistentes, também ficou ausente, mesmo com o novo número de vagas disponíveis.
Brahim Díaz, atualmente jogador do Marrocos, já atuou pelas equipes de base da Espanha. Foto: Redes sociais / Brahim.
MONTAGEM DE SELEÇÕES
A diversidade do futebol africano se manifesta também na formação de seus elencos, com muitos jogadores nascidos ou formados fora do continente, especialmente na Europa.
O modelo marroquino se destaca, com a federação investindo em um processo estruturado de recrutamento de atletas com dupla nacionalidade, buscando talentos nas ligas europeias. Um exemplo claro é o caso de Brahim Díaz, que optou por defender Marrocos ao invés da Espanha.
Ainda assim, nenhuma seleção africana conquistou a Copa do Mundo até o momento, permanecendo o quarto lugar do Marrocos em 2022 como o melhor desempenho até agora.

Foto: Reprodução / Federação Senegalesa de Futebol.
Destaques anteriores incluem:
- Camarões (quartas de final, 1990)
- Senegal (quartas de final, 2002)
- Gana (quartas de final, 2010)
No contexto continental, várias seleções classificadas possuem títulos significativos na Copa Africana de Nações, tais como:
- Egito (maior campeão, com 7 títulos)
- Camarões (5 títulos)
- Gana (4 títulos)
- Nigéria (3 títulos)
- Costa do Marfim (3 títulos)
- Argélia (2 títulos)
- Marrocos (1 título recente)
Entre os classificados para 2026, Egito, Gana, Argélia, Tunísia, Marrocos e Costa do Marfim possuem uma rica tradição em títulos continentais.











