...
SP

Ferroviários mantêm greve por garantias de emprego e desafiam governo em SP

Ferroviários de São Paulo mantêm greve enquanto aguardam garantias de emprego

Uma assembleia realizada pelos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) resultou na decisão de continuar com a greve que afeta as linhas 11, 12 e 13 do sistema. A principal exigência da categoria é a apresentação formal de garantias quanto à manutenção dos empregos dos trabalhadores, uma preocupação que foi destacada por Luiz Barbosa Neto Júnior, presidente do sindicato.

Segundo informações publicadas pelo UOL, o sindicalista enfatizou que a disputa se concentra na segurança do emprego, especialmente diante do temor de privatização. “Não aceitaremos qualquer proposta que não assegure a continuidade dos postos de trabalho”, afirmou Barbosa em meio à assembleia.

A ausência de resposta do governador de São Paulo resultou na decisão de continuar com o movimento grevista. “Os ferroviários desejam voltar ao trabalho e prestar um serviço de qualidade, mas precisamos de um comprometimento oficial”, complementou o presidente do sindicato.

Em resposta à paralisação, a CPTM e o governo estadual divulgaram uma nota ressaltando que a greve ocorre mesmo após um compromisso de não realizar demissões durante o processo de reestruturação. O governo caracterizou a ação como um movimento unilateral e baseou-se em “desinformação que causa prejuízos a quase 1 milhão de passageiros que utilizam diariamente as linhas afetadas”.

Por volta das 22h30, o governo estadual se manifestou novamente, classificando a continuidade da greve como “injustificável”. O comunicado reafirmou que não há demissões planejadas devido ao processo de concessão e que as razões do movimento ultrapassam reivindicações trabalhistas, apontando um viés político na greve.

O governo também acusou o sindicato de desrespeitar uma ordem do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinava a manutenção de 80% do efetivo durante horários de pico. No entanto, a CPTM operou com apenas 53% do efetivo nesse período crítico.

Além disso, o governo anunciou que a CPTM e o Metrô ativarão um plano de contingência para mitigar os efeitos da paralisação e garantir a continuidade do serviço público. Medidas administrativas e judiciais estão em andamento para responsabilizar aqueles que descumprirem as determinações judiciais e assegurar o direito de deslocamento da população.

Nota do Governo de São Paulo: “Continuaremos a tomar ações necessárias para garantir o funcionamento do sistema e a proteção dos cidadãos.”

As Mais Lidas de Hoje

[wtpsw_gridbox showdate="false" showauthor="false" show_comment_count="false"]
[taxopress_relatedposts id="1"]

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios