
A formação da chapa ao Senado na coligação liderada por Fernando Haddad (PT) tem gerado tensões significativas, especialmente entre o PDT e seus aliados. O partido se sente “humilhado”, conforme relatou o presidente do PDT, Carlos Lupi, que anunciou uma possível ruptura com a coligação se as demandas não forem atendidas.
A controvérsia começou após o PSOL indicar o vereador Djalma Nery, de São Carlos, como primeiro suplente de Marina Silva (Rede). Este movimento surpreendeu o PDT, que esperava indicar os suplentes para Marina e para Simone Tebet (PSB) como parte de um acordo anterior entre os partidos da aliança. Embora o apoio do PDT a Haddad permaneça firme, a situação com as suplências é delicada.
Protesto do PDT
Lupi declarou que procurou todos os candidatos e direções partidárias para afirmar a necessidade de inclusão do PDT nas indicações de suplência, uma vez que o partido não está representado na chapa, que inclui Márcio França (PSB) como vice de Haddad. Em sua visão, a aliança não poderá ignorar a longa história e a relevância do PDT. “Quando você tem uma federação, isso funciona como um partido. A federação Rede-PSOL já tem a candidata a senadora; quer ter o suplente também?”, questionou Lupi.
Consequências da Crise
O presidente do PDT sugere que a federação deve ser mais inclusiva e ponderou: “O PT já tem um candidato ao governo, quer também o suplente?”. Ele prosseguiu afirmando que o partido está considerando ações jurídicas para lançar candidatos ao Senado, independentemente da coligação com Haddad.
Lupi fez questão de manifestar seu descontentamento junto aos demais partidos da coalizão e expressou a preocupação com a invisibilidade do PDT. “Chegou a hora de confrontar o que está acontecendo. É difícil aceitar que um partido com 46 anos e que é maior nacionalmente que a Rede, PSOL e PSB esteja sendo tratado dessa maneira”, afirmou. Essa situação continua a evoluir, e Lupi promete manter a pressão por maior representação na chapa ao Senado.
Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, a crise na coligação levanta questionamentos sobre a estratégias e alianças políticas em vista das próximas eleições, refletindo uma disputa acirrada por espaço e visibilidade dentro da política paulista.











