Pesquisador de Aquidauana conquista Prêmio Fundação Bunge com inovações em agricultura digital

Segundo informações publicadas pelo Campo Grande News, o professor Paulo Eduardo Teodoro, natural de Aquidauana e docente da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), foi premiado com o Prêmio Fundação Bunge 2026 na categoria Juventude. Ele foi reconhecido por suas inovadoras pesquisas que utilizam inteligência artificial, drones e sensores para mitigar os impactos da seca e do calor na agricultura.
Desafio e Decisão
Em um momento decisivo em sua carreira, Paulo Teodoro enfrentou uma escolha difícil: aceitar um cargo como engenheiro civil, que oferecia estabilidade profissional, ou seguir o caminho da pesquisa científica após ter sido aprovado em um mestrado em Agronomia. Ele optou pela academia, considerando que a paixão pela ciência era mais significativa do que a segurança financeira imediata.
Inovação na Pesquisa Agrícola
As pesquisas desenvolvidas por Paulo integram genética vegetal, agricultura digital e inteligência artificial para criar soluções que ajudam a identificar rapidamente o estresse hídrico e térmico em culturas como soja, milho e algodão. Uma de suas linhas de pesquisa foca na seleção de materiais genéticos que utilizam a água de maneira mais eficiente, garantindo a produtividade mesmo em condições de estresse climático.
“A tecnologia já não é exclusiva dos laboratórios. O uso de drones e sensores para o monitoramento agrícola é uma realidade acessível aos produtores,” destaca Teodoro, enfatizando a crescente importância dessas ferramentas na tomada de decisões agrícolas.
Reconhecimento e História da Família
A conquista do prêmio é ainda mais importante para Paulo, pois sua esposa, Larissa Pereira Ribeiro Teodoro, também professora da UFMS, recebeu a mesma distinção em 2024. Ele reflete: “Esse prêmio representa a consolidação de uma trajetória construída por meio de muito esforço e dedicação.”
Apoio e Desenvolvimento Regional
Desde 2017, Paulo é professor na UFMS e atribui parte de seu sucesso ao ambiente de pesquisa positivo fomentado pela universidade e pelo apoio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect). Ele menciona a evolução do Programa de Pós-Graduação em Agronomia da instituição, que passou a ter nota 5 pela CAPES, e a implantação de um doutorado no campo.
Futuro da Pesquisa
Com uma visão voltada para o futuro, Paulo planeja ampliar o uso de modelos de inteligência artificial para transformar dados experimentais em recomendações práticas para os agricultores. Ele acredita que essa abordagem tornará a ciência universitária mais acessível e eficaz no suporte aos desafios da agricultura moderna.
Conclusão
As realizações de Paulo Eduardo Teodoro não apenas ressaltam a importância da pesquisa científica em Mato Grosso do Sul, mas também inspiram novos caminhos para a agricultura em um mundo que enfrenta mudanças climáticas crescentes. Como ele observa, “a ciência deve sempre buscar ser uma aliada dos produtores diante de um cenário cada vez mais desafiador.”














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