Câmara de Ji-Paraná arquiva processo de cassação contra vereador William Cândido após condenação por crime sexual

A Câmara Municipal de Ji-Paraná, localizada em Rondônia, decidiu arquivar um processo de cassação do vereador William Cândido (Republicanos), que estava sob investigação por quebra de decoro. A votação, realizada no dia 16 de julho, culminou em 8 votos a favor do arquivamento e 7 contra.
O relator do caso, Joziel Carlos de Brito (MDB), recomendou o arquivamento, considerando que a condenação de Cândido em primeira instância por crime sexual não poderia ser tratada como definitiva durante o julgamento do recurso de apelação, que atualmente possui efeito suspensivo.

De acordo com o parecer do relator, o mesmo caso já havia sido arquivado anteriormente pela Câmara e as acusações diz respeito a fatos anteriores ao atual mandato de Cândido. O vereador André Moreira (PSD) expressou preocupação, afirmando que é o terceiro pedido de cassação a ser arquivado e questionando a capacidade de Cândido de representar a sociedade.
As controvérsias em torno do vereador remontam a sua atuação como vigilante em uma instituição de acolhimento, onde foi acusado de manter um relacionamento impróprio com uma adolescente acolhida. Em janeiro de 2024, o Ministério Público de Rondônia instaurou um procedimento para investigar essa situação, após uma denúncia formal.
Além disso, Cândido esteve envolvido em um Processo Administrativo Disciplinar que resultou na sua cassação como Conselheiro Tutelar em setembro de 2024. Na época, ele havia sido eleito com a maior votação da história do conselho em Ji-Paraná, segundo informações disponíveis no site da Câmara Municipal.
Em outubro de 2025, denúncias feitas por uma vizinha levaram a uma ocorrência policial onde Cândido foi encontrado em situação inadequada em via pública. Repercussões sobre o caso levaram a Câmara Municipal a emitir uma nota de repúdio à conduta do vereador, descrevendo-a como “incompatível com a postura ética de um agente público”.
William Cândido refutou as acusações, alegando que são infundadas e desprovidas de provas materiais que sustentem as alegações. Ele afirma que o inquérito policial está paralisado e não apresenta evidências para fundamentar as acusações feitas contra ele.
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