Agevisa/RO alerta sobre risco de transmissão da raiva por morcegos após três casos positivos em Rondônia
Apesar da circulação do vírus entre os quirópteros, ações de controle têm mantido a situação sob controle, evitando novos casos humanos. O último registro de infecção em humanos aconteceu em 2004, na cidade de Pimenta Bueno.
Identificando Sinais de Infecção
Especialistas alertam que qualquer tipo de morcego — frugívoro, insetívoro ou hematófago — pode transmitir a raiva se estiver infectado. Alterações no comportamento dos morcegos, como voar durante o dia ou apresentar dificuldades de locomoção, são indícios de possível doença. O avistamento de morcegos caídos ou desorientados deve ser tratado com cautela.
Protocolo de Emergência para Contato
A raiva é uma infecção grave que pode ser transmitida pela saliva de animais infectados, sendo comum por mordidas ou arranhões. Caso ocorra qualquer contato físico, é essencial lavar o local afetado com água e sabão imediatamente e buscar atendimento médico para a administração de vacinas e soro antirrábico.
O Médico Veterinário Antônio Salviano de Matos, coordenador do Programa de Vigilância e Controle de Quirópteros da Agevisa/RO, destaca a importância de atenção redobrada para aqueles que acordam e encontram morcegos em seus quartos, já que picadas noturnas podem passar despercebidas.
As autoridades reforçam que a população não deve manusear os morcegos, mesmo que aparentem estar mortos. O correto é cobri-los cuidadosamente com um balde ou caixa de papelão e acionar o serviço de zoonoses. Em Porto Velho, o Centro de Controle de Zoonoses pode ser contatado pelo telefone (69) 98473-6712 ou visitado na Avenida Mamoré, 1120, no bairro Cascalheira/Lagoinha.
Protegendo a Fauna e a Saúde Pública
Além das medidas de saúde, a Agevisa ressalta a proibição do extermínio indiscriminado de morcegos, que são protegidos por legislação ambiental. Esses animais desempenham funções ecológicas críticas, como controle de pragas e a dispersão de sementes, essenciais para a biodiversidade local.
Quando um caso positivo é identificado, as equipes municipais implementam bloqueios vacinais na área afetada, imunizando cães e gatos. Essa vacinação é considerada uma barreira sanitária importante na prevenção da raiva humana.
Id: Agevisa/RO
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