
Manaus (AM) – A Polícia Federal desencadeou na quinta-feira (9) a Operação Reduto, cumprindo mandados de busca e apreensão em diversos locais, incluindo a sede da Millennium Locadora Ltda., em Manaus. A ação investigativa visa um esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e associação criminosa, particularmente ligado ao estado de Rondônia.
Ao todo, 19 mandados foram expedidos e distribuídos em cidades como Ariquemes e Porto Velho (RO), além de dois pontos na capital amazonense. A operação resultou em duas prisões preventivas e no afastamento de 11 servidores públicos, além do bloqueio de bens e ativos financeiros que podem totalizar cerca de R$ 9 milhões.
A Polícia Federal não divulgou os nomes dos investigados. No entanto, informações acessíveis indicam que a Millennium Locadora é administrada por Ivair Ferreira, um empresário com participação em diversas empresas de setores variados. Dentre os negócios associados, estão empresas de transporte, tecnologia, engenharia, comércio, aviação e serviços médicos, como MLL Táxi Aéreo e Logic Pro Tecnologia.
Investigações e Desdobramentos
A Millennium Locadora já esteve em foco em outro caso de repercussão nacional. Em 2022, um jato executivo operado pela MLL foi utilizado para transportar o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições. Recentemente, em dezembro de 2025, a empresa firmou um contrato de R$ 42,2 milhões com a Secretaria Municipal de Educação de Manaus (Semed) para o transporte escolar na rede municipal.
Elementos do Esquema
Segundo a análise da Polícia Federal, a investigação teve início com Relatórios de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Os agentes identificaram dois núcleos de atuação: um dedicado ao direcionamento de licitações em Ariquemes, e outro que teria usado contas de servidores comissionados da Assembleia Legislativa de Rondônia para movimentação irregular de recursos – um método conhecido como “rachadinha”.
As práticas em investigação podem ser qualificadas, pela Polícia Federal, como fraudes em licitações, peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Ainda não há informações sobre a participação exata da Millennium Locadora nos eventos apurados, nem manifestações por parte da empresa ou de seu administrador a respeito da operação em questão.
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