
Encontro reuniu jovens dos povos Karitiana, Kaxarari, Amondawa, Paumari, Apurinã, Cassupá e Aikanã. Foto: Silvania Manu/Cimi.
Por comunicadores indígenas e Cimi Regional Rondônia
Encontro de Comunicação Reúne Jovens Indígenas em Rondônia
Entre os dias 15 e 17 de maio de 2026, ocorreu em Porto Velho (RO) o “Encontro de Comunicadores da Juventude Indígena”, organizado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) Regional Rondônia, em parceria com a Pastoral Indigenista da Arquidiocese local. O evento, que aconteceu na Casa de Formação das Irmãs Catequistas Franciscanas, reuniu jovens de diversas etnias, incluindo Karitiana, Kaxarari, Amondawa, Paumari, Apurinã, Cassupá e Aikanã.
Formação em Comunicação e Identidade
O evento teve como foco a formação em comunicação, ensinado pela jovem indígena Mariana Aikanã e a psicóloga Irmã Neilda. Nesse espaço, foram discutidas as relações interpessoais no contexto das mídias sociais, enfatizando a importância da identidade e do fortalecimento comunitário. Ao longo dos três dias, os participantes refletiram sobre o papel da comunicação como um meio de resistência e organização entre os povos originários.
Uso Responsável das Mídias
Os debates incluíram temas como o uso responsável das redes sociais e de outras tecnologias para denunciar violações, defender territórios indígenas e registrar práticas culturais ancestrais. A ideia central foi aprimorar a articulação entre os diferentes povos indígenas, destacando como essas ferramentas podem ser aliadas na luta pelos direitos.
A Importância da Comunicação Indígena
Durante a formação, os jovens produziram vídeos e, ao final, redigiram uma carta coletiva enfatizando a necessidade de dar visibilidade às demandas indígenas. No documento, expressaram que “a comunicação é essencial para levar as reivindicações dos povos originários à sociedade” e reconheceram a importância do diálogo entre os povos.
A carta também reafirma o compromisso da juventude indígena em defender seus direitos e territórios. “Seguiremos ocupando espaços, contando nossas próprias histórias e defendendo os nossos direitos, culturas, línguas e territórios”, conclui o texto.
Durante três dias, jovens indígenas debateram sobre identidade, relações comunitárias e uso de tecnologias e redes sociais. Foto: Silvania Manu/Cimi.
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