
No dia 3 de maio, Jaguariúna celebrou o Dia do Sertanejo, reafirmando sua posição como capital country do Brasil. A cidade possui uma rica tradição com a cultura agro, que agora é reforçada por iniciativas locais, como o grupo Violeiros do Jaguary. A importância dessa tradição foi ressaltada em uma entrevista com Cristiano Scuciatto, maestro do grupo.
Cristiano Scuciatto: Trajetória e Contribuições
Cristiano Scuciatto, professor e músico, iniciou sua jornada musical na infância, influenciado pela música sertaneja tradicional. Em um conservatório, começou estudos formais aos 10 anos. Em 2009, Scuciatto dedicou-se intensivamente à viola caipira, educando-se e desenvolvendo material didático em um período em que opções eram escassas.
Seu trabalho o levou a diversas escolas e projetos culturais em municípios como Cosmópolis e Mogi Guaçu, onde formou várias orquestras de viola caipira, ganhando reconhecimento com o título de cidadão aguaiano.
Importância da Música Sertaneja
Scuciatto destaca que a música tradicional vai além do entretenimento, funcionando como uma expressão cultural que contém harmonias e temáticas ligadas à vida no campo, relacionamentos e saudade. Ritmos como moda de viola e cururu são característicos. Ele também enfatiza a viola caipira como um instrumento central no gênero, conhecido por sua acessibilidade.
Retomada da Tradição em Jaguariúna
Em sua atuação em Jaguariúna, Scuciatto se inspira no trabalho do maestro Antonio Fraga, que impulsionou a orquestra local a níveis regional e nacional. Seu objetivo atual é revitalizar essa tradição, ampliando o repertório e fortalecendo as formações instrumentais.
Scuciatto observa que há uma renovação no público, com a participação de muitos adolescentes em suas aulas. Para ele, a orquestra de viola representa uma forma de resistência cultural, atuando como guardiã da cultura raiz.
Mensagem para as Novas Gerações
Por fim, o maestro deixa uma mensagem clara: a importância do comprometimento nos estudos musicais e a necessidade de abrir-se a todas as formas de arte. "A única diferença é entre boa e má música", conclui, citando o músico Tião Carreiro.



Informações extraídas de Portal ON.











