
O Governo de Rondônia deu início à Operação Caminhos Seguros 2026, uma ação focada no combate a crimes como a exploração sexual e o estupro de vulneráveis. A operação teve seu início oficialmente nesta segunda-feira, 4 de maio, e ocorrerá em todo o estado até o dia 18 deste mês. Esta ação faz parte de um movimento mais amplo que abrange todo o território nacional.
A operação é coordenada pela Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) em parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). O objetivo é unir esforços entre União, Estado e Municípios para fortalecer tanto a prevenção quanto a repressão desses crimes, através de uma abordagem que combina inteligência policial e monitoramento tecnológico.
O governador Marcos Rocha enfatizou a importância do investimento em tecnologia e na criação de uma rede de proteção, destacando que a rapidez nas respostas é fundamental. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública indicam que cerca de 63% dos casos de estupro de vulneráveis ocorrem dentro do ambiente familiar, o que torna imprescindíveis ações estratégicas e sincronizadas.
Hélio Pachá, secretário da Sesdec, informou que a operação ampliará o policiamento em áreas críticas, como rodovias e postos de combustíveis. Para isso, será utilizada a metodologia do Projeto Mapear, que identifica os pontos de vulnerabilidade e dirige as equipes da Polícia Militar, Civil e Politec para as áreas mais necessitadas de intervenção.
Além das forças de segurança, a operação também conta com a colaboração de órgãos como o Ministério Público de Rondônia (MPRO), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e dos Conselhos Tutelares. Uma parte significativa da ação envolve campanhas educativas, destinadas a sensibilizar a população sobre a importância do uso dos canais oficiais de denúncia e proteção.
O governo reforça que a realização de denúncias é essencial e pode ser feita de forma anônima. Os números disponíveis para essa finalidade são: 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil) e o Disque 100, que atende denúncias relacionadas aos Direitos Humanos. Além disso, delegacias especializadas e a Vara da Infância oferecem atendimento direto às vítimas.









