
Café Único e Sustentável
O café originário dessa região, conhecido pela qualidade, é cultivado através de práticas agrícolas sustentáveis. Em 2021, foi concedido o Selo de Indicação Geográfica (IG) ao produto, na modalidade de Denominação de Origem, conforme informações publicadas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) vinculadas ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Essa certificação atesta não apenas o sabor e a qualidade do café, mas também o compromisso com a sustentabilidade.
Variedades e Características
A espécie de café mais comum nas Matas de Rondônia é a canéfora, também chamada de ‘Robustas Amazônicos’. Essa variedade é ideal para o clima quente e as altitudes mais baixas do estado, ao contrário do café arábica, que prefere regiões montanhosas e frescas. O Robustas Amazônico se distingue pelo sabor encorpado, notas achocolatadas, frutadas, caramelo e um leve toque floral, refletindo a riqueza do terroir amazônico.
Extensão Territorial e Sustentabilidade
A área das Matas de Rondônia compreende 15 municípios, incluindo o Vale do Guaporé e a Zona da Mata. Essas áreas preservam grandes extensões de floresta nativa, com cerca de 52% da superfície das Matas ocupada pela vegetação. De acordo com estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), apenas 0,8% da área, ou 34,4 mil hectares, são dedicados ao cultivo do café, principalmente em propriedades de agricultura familiar.
Adicionando uma camada de complexidade, 56% da floresta nativa que circunda as plantações está dentro de Terras Indígenas, o que enriquece ainda mais a identidade da região.
Conclusão
As Matas de Rondônia não são apenas um polo de produção, mas também um exemplo de como as práticas agrícolas sustentáveis podem coexistir com a preservação ambiental. Assim, os cafés desta região têm se destacado, refletindo não apenas a cultura local, mas também um modelo de desenvolvimento responsável.
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