
O juiz Antônio Carlos Ponte de Souza declarou que as evidências até o momento indicam um uso desmedido da força por parte de um agente estatal, caracterizando impulsividade e descontrole emocional, além de uma grave desproporcionalidade na ação.
Antônio Carlos Ponte de Souza, juiz
Conforme reportado pelo UOL, o pedido para o afastamento do agente e o recolhimento da sua arma de fogo foi baseado em uma investigação realizada pela Polícia Civil. O Ministério Público de São Paulo apoiou a solicitação, que está sendo investigada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O veículo de notícias continua tentando contato com a defesa de Yasmin, assim como com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). A matéria será atualizada assim que houver um retorno.
A defesa de Luciano Gonçalves Santos, parceiro da vítima Thawanna Salmázio, vê a decisão judicial como algo positivo, mas classifica-a como “insuficiente”. O advogado Wilson Ferreira afirmou ao UOL que o afastamento é um passo mínimo e não deve ser considerado como justiça.
Entendemos que o afastamento, embora seja um avanço, é apenas uma resposta inicial à gravidade dos acontecimentos já evidenciados. Essa medida tardia é inadequada e solicita-se uma investigação aprofundada e a devida responsabilização. Não aceitaremos narrativas que encubram a realidade dos fatos.
Wilson Ferreira, advogado de Luciano
Entenda o Caso
A ajudante geral Thawanna Salmázio, de 31 anos, perdeu a vida após ser ferida por um tiro no abdômen. O incidente ocorreu em 3 de abril na Cidade Tiradentes, região leste da capital paulista.











