
Segundo informações publicadas pelo Financial Times, um alto enviado do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu à FIFA a possibilidade de substituir a seleção do Irã pela Itália na Copa do Mundo. A proposta visa melhorar as relações entre Trump e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que têm enfrentado tensões após críticas de Trump ao papa Leão 14.
Proposta Polêmica
Paolo Zampolli, o enviado especial dos EUA, confirmou ao Financial Times sua sugestão de que a Itália, tetracampeã do mundo, substitua o Irã no torneio. "Sou italiano de nascimento e seria um sonho ver a Azzurra num torneio sediado nos Estados Unidos", declarou Zampolli, ressaltando o histórico da equipe italiana, que conquistou quatro títulos da Copa do Mundo.
Reações e Declarações
Após a proposta, a Casa Branca, a FIFA e as federações de futebol da Itália e do Irã não comentaram as declarações. Até o momento, a seleção italiana não conseguiu se classificar para a Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva, enquanto o Irã garantiu sua participação na competição de 2026, que ocorrerá nos Estados Unidos, Canadá e México, de 11 de junho a 19 de julho.
Em meio a essa situação, o Irã pediu à FIFA que suas partidas da fase de grupos sejam realizadas no México, devido à instabilidade gerada pela guerra em seu país. O presidente da FFIRI, Mehdi Taj, afirmou que as preparações para a Copa do Mundo estão em andamento, conforme o planejado.
Decisão da FIFA
Caso o Irã se retire da competição, a responsabilidade de escolher um substituto recai sobre a FIFA, que, conforme seu regulamento, tem a liberdade de convocar qualquer nação que desejar. Há especulações de que a Confederação Asiática de Futebol pressione por uma substituição vinda da Ásia, sendo os Emirados Árabes Unidos a opção mais provável. Contudo, os Emirados possuem um histórico muito inferior ao da Itália, com apenas uma participação na Copa do Mundo em 1990.
Tensão nas Relações Políticas
A relação entre Trump e Meloni se deteriorou recententemente, especialmente após Trump desferir ataques ao papa, chamando-o de "fraco". Em resposta, Meloni defendeu a posição do pontífice, afirmando que suas críticas à guerra e seu apelo por paz são normais e necessários.
Trump, por sua vez, caracterizou Meloni como "inaceitável" após os desacordos, apesar de previamente elogiá-la como uma das "verdadeiras líderes deste mundo". A deterioração das relações entre eles remonta às críticas do papa sobre a guerra no Irã, que contou com apoio dos EUA e Israel.
Essa situação levanta questões sobre como o cenário internacional pode influenciar eventos esportivos e as decisões da FIFA em relação à Copa do Mundo de 2026.
Fontes: Financial Times, Reuters











