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Brasil

Polícia Federal investiga R$ 4,4 milhões de Pablo Marçal para MC Ryan em lavagem de dinheiro

A Polícia Federal (PF) está investigando uma transferência de R$ 4,4 milhões de uma empresa ligada ao ex-candidato à Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal, para o funkeiro MC Ryan. O montante está supostamente relacionado ao tráfico de drogas, especificamente à lavagem de dinheiro para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

## Transação Suspeita

O valor teria sido transferido pela venda de um helicóptero Robinson R66 Turbine. Apesar da confirmação da transação pela assessoria de Marçal, a defesa alega que o valor diz respeito à compra de uma parte de um imóvel, e não à aeronave. MC Ryan, que é também apoiador da candidatura de Marçal em 2024, se tornou alvo da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela PF, e foi preso sob suspeita de liderar um esquema de lavagem de dinheiro por meio de rifas e apostas ilegais.

## Defesa e Justificativas

A defesa de MC Ryan afirma que todos os valores relacionados ao funkeiro têm origem comprovada e estão sujeitos a rigoroso controle fiscal. A PF, em sua representação, destaca que a empresa R66 Air Ltda., de Marçal, transferiu o valor à conta pessoal de Ryan, o que levanta suspeitas sobre a transação, dada a compatibilidade do valor com o preço de mercado do helicóptero.

## Esquema de Lavagem de Dinheiro

Segundo a PF, o esquema de lavagem de dinheiro, que movimentou R$ 1,6 bilhão, foi estruturado através de “empresas de prateleira” e contratos com fintechs investigadas em ações anteriores. Rodrigo Morgado, um contador envolvido no esquema, foi preso sob suspeita de atuação junto ao tráfico de drogas.

## Operação Narco Fluxo

A Operação Narco Fluxo culminou em 45 mandados de busca e apreensão e 33 prisões temporárias. A PF suspeita que a rede utilizada para lavar dinheiro do PCC esteja intimamente ligada a atividades de entretenimento e produção musical, em uma tentativa de legitimar as receitas oriundas de atividades ilícitas.

A defesa de Rodrigo Morgado ressalta que ele atua dentro dos limites legais e nega qualquer envolvimento em atos ilícitos. A investigação ainda está em andamento, e novos desdobramentos podem ocorrer nos próximos dias.

Para mais informações, acesse a reportagem original no [R7](https://noticias.r7.com/cidades/empresa-de-marcal-repassou-r-44-mi-a-mc-ryan-diz-pf-19042026/).

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