
O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, afirmou que sua situação nos Estados Unidos é “regular” e que sua recente detenção foi de natureza “migratória”, refutando rumores de que teria sido presa devido a uma infração de trânsito. As informações foram divulgadas em um vídeo que Ramagem postou em suas redes sociais.
Ramagem expressou gratidão ao governo de Donald Trump por sua liberação, agradecendo tanto à administração do ex-presidente quanto a pessoas que se envolveram em sua situação desde antes de sua detenção. “Vim agradecer ao governo norte-americano e também a todas as pessoas que já estavam cientes da nossa questão”, disse Ramagem.
O ex-diretor ressaltou que não possui nada a “esconder”, informando que ao entrar nos EUA no final do ano anterior, possuía passaporte e visto válidos, além de não ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito relacionado ao golpe de Estado. Ele mencionou que solicitou asilo junto com sua esposa, seguindo todos os requisitos legais, garantindo sua permanência legal no país.
“Portanto, minha situação é regular, e não estou me escondendo aqui nos EUA”, acrescentou Ramagem, desmentindo afirmações do diretor-geral da Polícia Federal do Brasil, Andrei Rodrigues, sobre a existência de uma “cooperação internacional” para sua detenção. O ex-diretor afirmou que sua liberação ocorreu de forma “administrativa”, sem necessidade de fiança.
Detenção e Liberação
Alexandre Ramagem foi detido na última segunda-feira (13) pelo ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos) e, após três dias, liberado.
O ex-diretor foi condenado pela Suprema Corte em setembro do ano passado a 16 anos e um mês de prisão por conspirar para um golpe de Estado, em um julgamento que também resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele foi acusado de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e Golpe de Estado.
O STF havia determinado que Ramagem não poderia deixar o país e deveria entregar seu passaporte, condições que não foram atendidas. Desde então, ele era considerado foragido pela Justiça brasileira.



