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Guajará-Mirim intensifica ações de combate às hepatites com foco na população indígena

Ação integrada reúne instituições para fortalecer o enfrentamento das hepatites na fronteira

Aumenta a vigilância contra hepatites virais em Guajará-Mirim

Entre os dias 24 e 28 de março, ações de vigilância e assistência às hepatites virais foram intensificadas em Guajará-Mirim. A mobilização atendeu especialmente a população indígena em condição crônica e a população da fronteira, visando fortalecer o enfrentamento à doença na região de Brasil e Bolívia.

A coordenação estadual de hepatites virais se concentrou em rodas de conversa, visitas técnicas às Unidades Básicas de Saúde (UBS), equipes de saúde prisional e ao Laboratório de Fronteira (Lafron). As atividades garantiram discussões produtivas e alinhamento de fluxos, além de otimizar o monitoramento dos casos e as respostas na rede de saúde.

Importância do Acesso à Saúde

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou que essas iniciativas são essenciais para a saúde pública em áreas estratégicas: “Estamos ampliando o acesso ao diagnóstico e ao tratamento, especialmente em regiões de difícil acesso. A intensificação da vigilância em saúde na fronteira é fundamental para garantir um atendimento eficiente à população.”

População da fronteira recebeu atendimento clínico.

Integração e Acompanhamento das Ações

O diretor-geral da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa/RO), Gilvander Gregório de Lima, enfatizou que fortalecer a vigilância e assistência em regiões fronteiriças é crucial para interromper a transmissão das hepatites e ampliar o acesso ao tratamento.

As atividades incluíram momentos culturais na Casa de Saúde Indígena (Casai) e acompanhamento no Serviço de Atendimento Especializado (SAE). Essas etapas reforçaram os atendimentos realizados pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Porto Velho, dedicados a pacientes indígenas.

Desafios Epidemiológicos

Juan Villalobos, médico pesquisador da Fiocruz/Cepem, informou que a região possui uma curva epidemiológica diferenciada, com alta incidência de hepatites B e D entre os povos indígenas. O aumento da vacinação e estratégias de prevenção têm contribuído para alterar este panorama.

Ações envolveram múltiplas instituições.

Colaboração entre Países

Wilson Flores, especialista do Centro Regional de Vigilância, Informação e Referência em DST/HIV/AIDS e Hepatites Virais na Bolívia, participou da ação e enfatizou a relevância da cooperação entre os países. Essa troca de experiências e a aproximação aos serviços brasileiros são fundamentais para qualificar o atendimento aos pacientes na região de fronteira.

Parcerias Estratégicas

A mobilização contou com a colaboração de diversas instituições, como: DSEI, Casai, SAE de Guajará-Mirim, Prefeitura Municipal, SEMUSA, Cepem, Fiocruz, IFRO, Lafron, Lacen, e o Exército Brasileiro. Essas parcerias reforçam a atuação integrada na assistência e prevenção das hepatites virais.

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