
O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) revelou nesta sexta-feira (20) que está avaliando sua candidatura ao governo de Minas Gerais nas eleições deste ano, considerando a possibilidade de se dissociar do PSD. A decisão do partido de lançar o vice-governador Mateus Simões ao cargo desagradou ao senador, que vê uma "tendência forte" em deixar a legenda, sem ainda ter definido um novo partido para se filiar.
Conforme reportado pelo Estado de Minas, Pacheco expressou sua insatisfação com a escolha do PSD, afirmando que isso não representa seu alinhamento político. "Minas precisa de uma mudança significativa para retomar os trilhos do desenvolvimento", destacou, referindo-se à atual gestão de Romeu Zema (Novo), que ocupa o cargo desde 2019.
O senador enfatizou a necessidade de uma "reconstrução" em Minas Gerais, especialmente diante da alta dívida do estado, estimada em R$ 200 bilhões. Pacheco ressaltou que a superação dessa crise depende de uma ação coletiva da classe política.
Pacheco também criticou aspectos da administração Zema, mencionando a crescente sensação de insegurança devido à atuação de facções criminosas e a desvalorização dos salários dos servidores públicos. Ele descreveu a situação dos funcionários públicos como "indigna", em decorrência de um projeto de recuperação fiscal, que passou por mudanças no Congresso Federal, onde Pacheco teve papel importante.
Sobre sua saída do PSD, o senador comentou que ainda não há uma decisão definitiva, mas que está sendo convidado por diversos partidos, incluindo União Brasil, MDB e PSB, para uma possível filiação.
A respeito do PSD, Pacheco reconheceu que, apesar de respeitar as decisões do partido, ele não concorda com a escolha de Simões para a candidatura ao governo. "O presidente Gilberto Kassab é um democrata, mas fez uma opção em Minas que eu respeito, mas não concordo", declarou.
Retomada de Investimentos pela Petrobras
Pacheco também esteve presente em um evento onde o presidente Lula anunciou a retomada de investimentos da Petrobras em Minas Gerais, que somam cerca de R$ 3,8 bilhões até 2030, com a expectativa de geração de até 8 mil empregos. A projeção para os próximos dez anos pode alcançar R$ 9 bilhões, abrangendo projetos de ampliação da capacidade produtiva da refinaria e iniciativas relacionadas à transição energética.
A participação de Pacheco no evento ocorre em meio a intensas articulações políticas no estado e à busca do governo federal para fortalecer aliados na corrida pela governadoria mineira em 2026.
Para mais informações, acesse Estado de Minas.



