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SP

São Paulo enfrenta caos nos pedágios; governo e concessionárias são responsabilizados

Uma pesquisa recente realizada pelo Datafolha aponta que tanto o governo de Tarcísio de Freitas, do Republicanos, quanto as concessionárias de rodovias são vistos como os principais responsáveis pela alta quantidade de pedágios nas estradas de São Paulo. De acordo com o levantamento, 33% dos entrevistados responsabilizaram a gestão estadual, enquanto 30% atribuem o número de praças de cobrança às empresas que administram as vias.

O governo federal foi mencionado por 26% e as prefeituras por apenas 2% dos participantes, o que coloca entidades em um empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa, realizada entre os dias 3 e 5 de março com 1.608 entrevistados de forma presencial em 71 municípios, possui um nível de confiança de 95%.

Perfil dos Entrevistados e Resultados

Entre os respondentes, a gestão de Tarcísio de Freitas é mais criticada por aqueles com ensino superior (44%) e por pessoas com renda elevada, onde 49% dos entrevistados que ganham entre 5 e 10 salários mínimos citam o governo estadual como responsável. Entre os homens, 40% atribuíram a culpa ao governo, enquanto 34% das mulheres responsabilizaram as empresas concessionárias.

A insatisfação com a gestão estadual se concentra entre os que avaliam a administração do governador como ruim ou péssima (52%) e entre os apoiadores do presidente Lula, onde 42% dos eleitores citam o governo estadual. Por outro lado, eleitores do candidato Paulo Serra (PSDB) tendem a culpar mais as concessionárias (36%), assim como os apoiadores de Tarcísio (31%).

Providências do Governo Estadual

Em resposta às críticas, a gestão estadual informou que os projetos de concessão rodoviária seguem diretrizes “claras de justiça tarifária” e que os valores cobrados por quilômetro caíram cerca de 20% em comparação aos modelos anteriores. Além disso, garantiu que houve um aumento nos investimentos em melhorias, segurança viária e atendimento aos usuários.

Uma das principais iniciativas é a implementação de pórticos eletrônicos, denominados “free flow”, que eliminam a necessidade de praças de pedágio convencionais. Essa tecnologia, que permite a cobrança por trecho percorrido e usa a identificação por placa, começou a operar em setembro de 2024 na rodovia Carlos Tonanni (SP-333), com expansão prevista para várias outras rodovias do estado.

Controvérsias e Protestos

A introdução do sistema “free flow” gerou controvérsias e protestos, especialmente na Baixada Santista. A resistência inclui ações judiciais contra a instalação dos pórticos na rodovia Pedro Eroles (SP-088), a Mogi-Dutra. O governo previa a instalação de 58 pórticos eletrônicos até 2030 para modernizar a infraestrutura rodoviária.

Esses dados revelam um panorama complexo sobre a percepção da gestão de pedágios, refletindo tanto a insatisfação do público como os esforços do governo em modernizar a logística de cobrança nas estradas paulistas.

Para mais informações sobre a pesquisa, acesse a Fonte Original.

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