
Candidatos que participaram do concurso público da Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (Seduc) têm levantado denúncias sobre possíveis irregularidades na prova de títulos do certame. Segundo informações publicadas pelo Rondoniagora, há alegações de que empresas estariam oferecendo cursos de capacitação com certificados datados retroativamente, possibilitando que os candidatos apresentem documentos que indicam a conclusão dos cursos antes da publicação do edital.
O concurso, conduzido pelo Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo (IBADE), visa o preenchimento de cargos como Agente de Limpeza e Conservação, Agente de Alimentação e Agente de Atividades de Secretariado. A denúncia aponta para uma possível manipulação dos critérios que definem a pontuação na etapa de prova de títulos do processo seletivo.
Irregularidades na Prova de Títulos
De acordo com o edital do concurso, a prova de títulos é classificatória e admite apenas certificados de cursos relacionados à função pretendida, que devem estar concluídos até a data de publicação do edital. A responsabilidade pela veracidade das informações e documentos apresentados é inteiramente dos candidatos, e a banca organizadora pode exigir os documentos originais a qualquer momento.
O edital prevê que a falsificação de informações ou documentos pode levar ao cancelamento da inscrição e à anulação dos atos decorrentes, além de outras implicações legais.
Ofertas de Cursos e Certificados Irregulares
Durante a apuração dos fatos, o site teve acesso a comunicações em que uma empresa promove cursos de capacitação especificamente para aumentar a pontuação no concurso. Entre as ofertas estão capacitações em áreas como limpeza escolar e secretariado, com duração variando entre 40 e 60 horas, conforme os critérios do edital.
Os cursos estão sendo comercializados em pacotes que variam entre R$ 150 para dois cursos e R$ 300 para quatro, com a promessa de que os certificados serão entregues a tempo para garantir pontuação no certame. Um representante da empresa garante que tudo está “conforme o edital”, causando preocupações sobre a integridade do concurso.








