
A restauração florestal em **Rondônia** receberá um significativo impulso com um projeto financiado pelo **Fundo Amazônia**, que visa recuperar **330 hectares de vegetação nativa** em áreas protegidas do estado. Esta iniciativa faz parte do quarto ciclo do programa **Restaura Amazônia**, conforme informações publicadas pelo site [News Rondônia](https://newsrondonia.com.br/meio-ambiente/2026/03/13/fundo-amazonia-restauracao-avanca-em-rondonia/), que destacou o anúncio feito pelo **Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)** e pelo **Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima**.
O projeto será implementado pela **Coopfish** e abrangerá três importantes unidades de conservação: o **Parque Nacional Campos Amazônicos**, a **Floresta Nacional do Jamari** e a **Floresta Nacional do Jacundá**. Essas áreas são estratégicas para a conservação da biodiversidade e o restabelecimento de regiões degradadas na Amazônia.
Ao todo, **11 projetos foram selecionados** nessa etapa, acumulando **R$ 69,5 milhões em investimentos** voltados para a restauração ecológica e o fortalecimento da cadeia produtiva de recuperação florestal na Amazônia Legal. O objetivo é recuperar **2.877 hectares** em unidades de conservação prioritárias distribuídas em seis estados: Acre, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso, Pará e Maranhão.
### Estratégias Inclusivas de Recuperação
As ações deste projeto incluem a **recuperação de áreas degradadas**, o plantio de espécies nativas e o fortalecimento de cadeias produtivas relacionadas à restauração florestal, gerando, assim, oportunidades de trabalho e renda para as comunidades locais.
O anúncio das iniciativas foi realizado em **Brasília**, durante o workshop “Restauração em Escala – Integração Federativa para a Recuperação da Vegetação Nativa”. O evento contou com a participação de representantes do governo, do setor produtivo e de organizações da sociedade civil, com o intuito de discutir estratégias para ampliar a restauração florestal no Brasil.
### O Papel do Brasil na Restauração Florestal
De acordo com o presidente do BNDES, **Aloizio Mercadante**, o Brasil possui grande potencial para liderar iniciativas globais de recuperação florestal.
> “O Brasil tem uma oportunidade histórica de liderar o mercado global de restauração florestal. Ao apoiar iniciativas como o Restaura Amazônia, transformamos áreas degradadas em novas florestas produtivas, gerando renda, empregos e soluções climáticas baseadas na natureza”, afirmou.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, **Marina Silva**, também destacou a importância das políticas públicas voltadas à conservação ambiental para fomentar um novo ciclo de desenvolvimento sustentável na região amazônica. Para ela, transformar áreas previamente impactadas pelo desmatamento em espaços de recuperação ambiental e produção sustentável é uma estratégia fundamental para o futuro da Amazônia.
### Expansão do Programa Restaura Amazônia
O programa **Restaura Amazônia**, que é uma das ações financiadas pelo **Fundo Amazônia** e gerido pelo BNDES em coordenação com o Ministério do Meio Ambiente, foi criado em 2023 com o propósito de ampliar projetos de **reflorestamento com espécies nativas**. A estratégia do governo federal inclui a transição do chamado **Arco do Desmatamento** para o **Arco da Restauração**, unindo recuperação ambiental ao desenvolvimento econômico sustentável.
O secretário-executivo do MMA, **João Paulo Capobianco**, ressaltou os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil nessa área.
> “O país assumiu, no âmbito do Acordo de Paris, o compromisso de restaurar 12 milhões de hectares até 2030. A restauração florestal passou a ser uma agenda estratégica que envolve diversas políticas públicas”, destacou.
A diretora socioambiental do BNDES, **Tereza Campello**, enfatizou ainda que os projetos também trazem impactos diretos para a economia local:
> “A restauração da vegetação nativa também significa geração de renda, fortalecimento de cadeias produtivas e oportunidades para comunidades que vivem na floresta”, ressaltou.
Conforme o quarto ciclo de seleção, o programa já conta com **12 chamadas públicas e 58 projetos aprovados**, abrangendo **17 unidades de conservação, 77 assentamentos e 35 terras indígenas**, somando quase **15 mil hectares em processo de recuperação** na Amazônia. A expectativa é que essas iniciativas contribuam significativamente para a recuperação da vegetação nativa, fortaleçam a bioeconomia e ajudem a manter um dos biomas mais importantes do planeta.








