
Antônio de Almeida Sobrinho, especialista em Engenharia de Pesca e Segurança do Trabalho, foi entrevistado por Mauro Brisa, do News Rondônia, sobre a piscicultura na região Norte do Brasil, com foco nos estados de Rondônia e Amazonas. Durante a conversa, Almeida Sobrinho destacou os avanços do setor, os obstáculos enfrentados pelos produtores e as perspectivas futuras para a criação de peixes.
Com décadas de experiência como colaborador do News Rondônia, Almeida Sobrinho é reconhecido como um profundo conhecedor da piscicultura e foi protagonista no desenvolvimento dessa atividade em Rondônia. A entrevista abordou, em detalhes, tanto as inovações realizadas quanto os desafios que a comunidade piscicultora continua a enfrentar.
Almeida Sobrinho também possui uma sólida formação acadêmica, tendo se destacado em diversos editais do Governo do Estado do Amazonas, ganhando destaque em processos seletivos com um extenso currículo acadêmico repleto de especializações.
Produção Pesqueira em Números
Recentemente, no ciclo produtivo de 2024/2025, Rondônia reportou uma produção de 55.380 toneladas de pescado, enquanto o Amazonas produziu apenas 10 mil toneladas, colocando-os em 6º e 15º lugar, respectivamente, no ranking nacional, conforme o Anuário Brasileiro da Piscicultura, publicado pela Associação Peixe BR.
Desafios do Setor
Almeida Sobrinho listou alguns dos principais fatores que contribuiram para a queda na produção de pescado em Rondônia, que passou de 3º para 6º no ranking nacional:
- Falta de assistência técnica especializada em piscicultura.
- Inexistência de planejamentos estratégicos para pequenos e médios produtores.
- Baixa qualificação da mão de obra, apesar da disponibilidade de profissionais formados.
- Déficits no estímulo ao cooperativismo pesqueiro, impactando a organização e distribuição de renda.
- Elevação dos custos de produção, incluindo ração e transporte.
- Reduções no ritmo produtivo, forçando muitos produtores a abandonar a atividade.
Perspectivas Futuras
Almeida Sobrinho visualiza um futuro desafiador para a piscicultura em Rondônia, previsto para ser dominado por empresários com frigoríficos, que, por sua vez, já demonstram fragilidade em seu funcionamento devido à escassez de pescado disponível para processamento. A Universidade Federal de Rondônia (UNIR) formou cerca de 80 engenheiros de pesca, mas a falta de oportunidades na área ainda é um desafio a ser superado.
O futuro da piscicultura requer um foco em planejamento e gestão, além de maior valorização da pesquisa e inovação, para garantir que a atividade cresça de forma sustentável no estado.









