
A jovem paraibana Marta Isabelle, de apenas 16 anos, foi encontrada morta em Porto Velho, Rondônia, e a investigação aponta que ela pode ter sido vítima de abuso sexual, supostamente cometidos por seu pai, Callebe José da Silva, e seu avô. O corpo de Marta foi descoberto no dia 24 de fevereiro apresentando sinais de tortura e maus-tratos, levando a uma série de prisões na família.
De acordo com informações publicadas pelo Portal Correio, Callebe confessou que mantinha Marta amarrada e a deixava trancada em casa, resultando nas prisões dele e da madrasta, Ivanice Farias de Souza, inicialmente pelos crimes de cárcere privado e tortura. A avó de Marta, Benedita Maria da Silva, também foi detida por sua omissão em relatar os abusos.
A situação se agravou com a prisão do avô, que se apresentou na delegacia questionando a divulgação de sua imagem como suspeito. Durante o procedimento, a polícia cumpriu um mandado de prisão contra ele, por suspeita de abuso sexual. Provas indicam que o pai também esteve envolvido em atos de violência sexual.
Um testemunho impactante veio de uma pessoa relacionada a Marta, que falou à SIC TV, afiliada da Record em Rondônia. A testemunha relatou que a jovem havia mencionado várias tentativas de abuso pelo avô. “Ela dizia que dormia na sala e ele ia até lá, tocando suas partes íntimas diversas vezes”, contou a fonte, que preferiu não ser identificada.
Marta também havia compartilhado preocupações sobre abusos cometidos pelo pai, mas recuou após sofrer pressão da madrasta. “Ela disse que, logo após mencionar isso, a madrasta a agrediu, fazendo-a calar-se”, revelou a testemunha.
Esse caso se tornou um trágico exemplo de possíveis falhas na rede de proteção à criança e levanta questões sobre a responsabilidade de parentes e vizinhos em denunciar abusos. A situação de Marta é um lembrete da importância de estar atento e atuar em defesa de vítimas em situação de vulnerabilidade.
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