
Um dos casos analisados é o de Thyago da Silva Severino, de 34 anos, que faleceu em 28 de fevereiro de 2026, um dia após o procedimento. De acordo com informações da família, o paciente teria sofrido uma perfuração intestinal durante a colonoscopia. Após apresentar complicações, ele foi transferido para o Hospital São Lucas em Cerejeiras e, posteriormente, para o Hospital Regional de Vilhena, onde passou por cirurgia de emergência e permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) até não resistir.
Informações fornecidas pelos familiares indicam que Thyago tinha histórico médico de síndrome nefrótica e sarcoma de Kaposi, mas eles afirmam que essas condições estavam sob controle e não impediam a realização do exame.
Nova Denúncia
Após a repercussão do caso de Thyago, a família de Alzery Geraldo de Souza, de 69 anos, também procurou as autoridades para relatar complicações após uma colonoscopia na mesma clínica. Alzery faleceu em setembro de 2025, e a denúncia levou a Polícia Civil a adicionar seu caso às investigações em andamento.
Andamento das Investigações
A Polícia Civil confirmou que está revisando a conduta médica e as condições dos procedimentos realizados. A delegacia responsável já requisitou os prontuários médicos dos dois pacientes, que serão avaliados por peritos do Instituto Médico Legal (IML). Além disso, os investigadores estão coletando depoimentos de familiares e de profissionais de saúde que participaram do atendimento emergencial.
Apuração pelo Conselho de Medicina
O Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero) anunciou a abertura de uma sindicância administrativa para analisar a conduta ética e técnica do médico responsável pelos procedimentos. De acordo com o conselho, os detalhes do processo estão sob sigilo, seguindo o Código de Processo Ético-Profissional, o que assegura o direito à defesa e o contraditório.
Posição da Defesa do Médico
A defesa do médico envolvido declarou que, no caso de Thyago Severino, o procedimento foi interrompido imediatamente após a detecção de uma alteração no tecido intestinal que poderia indicar uma perfuração. Além disso, afirmam que o profissional acompanhou o paciente por oito anos e que foram seguidos os protocolos de emergência, incluindo a transferência para unidades hospitalares mais adequadas em Vilhena.
A clínica ainda não emitiu uma nota pública sobre a segunda denúncia envolvendo Alzery Souza, mas comunicou que está à disposição das autoridades para esclarecer os fatos durante as investigações.









