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Polícia resgata bebê de cinco meses em Cacoal após denúncia de sequestro familiar

Uma operação da Polícia Militar de Cacoal (RO), em conjunto com o Conselho Tutelar, mobilizou as autoridades na tarde de quarta-feira (04), após denúncias de que um bebê de apenas cinco meses havia sido retirado do lar sem o consentimento da mãe. O episódio ocorreu após a mulher registrar um boletim de ocorrência informando sobre a situação.

Após ser acionada pela Central de Operações por volta das 18h, a guarnição se dirigiu até a Delegacia de Polícia Civil. A mãe relatou que está em processo de separação do companheiro, que, ao retornar de uma viagem, levou a filha do casal, que ainda está em período de amamentação, para um local desconhecido.

Diante da gravidade da situação, o Conselho Tutelar foi imediatamente convocado para acompanhar a equipe policial nas investigações. Os policiais iniciaram as diligências, indo primeiramente à casa da mãe e, em seguida, ao endereço da avó paterna da criança, onde o pai se encontrava.

No local, o suspeito interagiu com a equipe por meio de uma abertura no portão e, de início, recusou-se a dialogar pessoalmente, afirmando que preferiria tratar do assunto judicialmente. Durante a abordagem, ele acionou seu advogado para que o acompanhasse na situação.

Após negociações e orientações da autoridade policial de plantão, o homem foi conduzido até a Delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimentos. A criança foi levada ao local pela avó paterna, permanecendo sob a supervisão do Conselho Tutelar e da mãe.

Ao chegar na delegacia, a criança foi encontrada apenas de fralda descartável e envolta em uma toalha. Dada a tenra idade do bebê, que requer constantes cuidados, a situação foi reportada às autoridades competentes para que fossem tomadas as devidas providências.

A mãe ainda relatou que, no momento em que o pai levou a criança, ele teria cometido a retirada do seu celular, acusação que foi negada pelo homem e que será investigada pela Polícia Civil. Apesar de não ter sofrido agressões físicas na data do ocorrido, a mãe fez menção a episódios anteriores de ameaças e agressões, manifestando interesse em solicitar medidas protetivas de urgência.

O caso agora está sob investigação da Polícia Civil, que será responsável por apurar os fatos e adotar as medidas legais necessárias.

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