
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga dois novos casos de estupro relacionados ao grupo envolvido no ataque a uma estudante de 17 anos em Copacabana, conforme informações da Agência Brasil. Os relatos envolvem adolescentes do Colégio Federal Pedro II, onde uma das vítimas, agora com 17 anos, tinha apenas 14 anos na época do suposto crime.
Um dos depoimentos coletados pela 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana, na segunda-feira (2), revela que os acusados tentaram chantagear a jovem ao sugerir que possuíam gravações do ato violento. A mãe da vítima informou que a filha conhecia um dos agressores, um adolescente aluno do colégio.
Modus Operandi Repetido
O local do crime foi a residência de Matheus Veríssimo Zoel Martins, que se entregou à polícia nesta terça-feira (3) após permanecer foragido desde o primeiro caso. O delegado responsável, Antônio Lages, destacou que o modo de operação dos agressores foi similar: o adolescente atraía a vítima, criando um ambiente de confiança, onde a violência ocorria.
A polícia planeja realizar uma análise telemática para recuperar informações dos celulares dos acusados, na esperança de encontrar mais evidências.
Terceira Vítima
Na mesma data da entrega de Matheus, um terceiro caso foi revelado. Durante o depoimento, a mãe de outra vítima mencionou que Vitor Hugo Oliveira Simonin a estuprou em uma festa junina em outubro de 2025. O delegado Lages destacou que as investigações ainda estão em estágio inicial e não é possível determinar se todos os acusados estiveram envolvidos.
Um outro ponto crítico mencionado pelo delegado foi o estado da primeira vítima, que apresentava lesões graves, incluindo uma suspeita de fratura na costela. "Ela saiu do apartamento muito abalada e conseguiu comunicar os fatos a sua família", relatou Lages.
Acusados e Ações da Polícia
O delegado Lages informou que a previsão é que outros dois acusados se apresentem à polícia entre terça e quarta-feira (4). Vitor Simonin, filho do subsecretário José Carlos Simonin, que pediu exoneração do cargo diante da gravidade das acusações, é considerado foragido. João Gabriel Xavier Bertho, outro acusado, também se entregou, mas nega as acusações, segundo o advogado.
Lages reforçou a necessidade de que possíveis vítimas procurem a polícia. Ele alertou sobre a importância do respeito em relações sexuais, enfatizando que "não é não".
A Agência Brasil ainda não conseguiu contato com as defesas dos acusados para obter mais informações.
Imagem: Delegado Angelo Lages, da 12ª DP. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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