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Brasil

Supremo autoriza quebra de sigilo de filho de Lula após pedido da Polícia Federal em Brasília (DF)

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em decisão proferida em janeiro após uma solicitação da Polícia Federal. A informação foi publicada originalmente pelo Poder 360 e confirmada pelo jornal O Globo.

A autorização de Mendonça surgiu antes da decisão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS, que tomou uma medida semelhante. Em uma atualização recente, a CPI aprovou uma série de requerimentos que também contemplam a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís e de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master.

A justificativa para o pedido de quebra de sigilo de Fábio Luís partiu do relator Alfredo Gaspar (União-AL), que argumentou a suspeita de que ele estaria atuando como sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", que é considerado um dos principais operadores de fraude nas operações do INSS.

Além das quebras de sigilo, a CPI também votou um total de mais de 80 requerimentos, envolvendo novas convocações e solicitações de informações a órgãos públicos e empresas sob investigação. A votação, no entanto, foi marcada por confusões, com protestos de parlamentares do governo sobre sua condução simbólica, que não permite a contabilização individual dos votos.

A CPI, presidida por Carlos Viana (PSD-MG), contou com um quórum de 31 parlamentares, dos quais apenas sete se manifestaram contra o pacote que incluía a quebra de sigilo, levando à sua aprovação. O panorama em torno dessas investigações traz elementos que podem afetar diretamente a exposição pública de Fábio Luís, em um contexto político delicado para o governo atual.

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