Em 2025, a Polícia Federal (PF) apreendeu ao menos R$ 9,5 bilhões relacionados a organizações criminosas, conforme declaração do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. Este montante, que ainda pode ser revisado, inclui a apreensão de imóveis, veículos, aeronaves, joias e outros bens pertencentes a suspeitos de conexão com esses grupos.
Ainda segundo Rodrigues, os esforços da PF visam desarticular o poder econômico das organizações criminosas, uma estratégia que visa “descapitalizá-las”. O balanço anual de apreensões demonstra uma tendência crescente: em 2024, foram R$ 6,5 bilhões; em 2023, aproximadamente R$ 3 bilhões; e, em 2022, menos de R$ 1 bilhão.
Apreensões e Danos ao Crime Organizado
No evento de apresentação realizado no Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília, o diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Antônio Fernando Souza Oliveira, revelou os resultados das operações nas estradas federais. A PRF apreendeu 48,3 milhões de maços de cigarros ilegais, resultando em um prejuízo aproximado de R$ 241 milhões para as facções. Além disso, a corporação confiscou 44,3 toneladas de cocaína, um aumento significativo em relação ao ano anterior, e 719 toneladas de maconha.
Essas ações geraram um impacto econômico considerável no crime organizado, com a recuperação de 7.294 veículos, estimando-se um prejuízo de R$ 400 milhões para os grupos criminosos. No âmbito ambiental, foram apreendidos 39.367 m³ de madeira extraída ilegalmente e 213,6 kg de ouro de origem ilícita.
Estatísticas de Prisões e Acidentes
Durante o ano, a PRF deteve 41.396 pessoas, sendo 5.260 por mandados judiciais em aberto, 4.443 por receptação e 4.333 por adulteração veicular. A fiscalização intensificada resultou na inspeção de 4,67 milhões de veículos, abordagens a 5,48 milhões de pessoas e 3,58 milhões de testes de alcoolemia.
Infelizmente, a violência no trânsito também deixou sua marca, resultando em 6.044 mortes nas rodovias federais e 83.483 feridos. Em relação à PF, foram realizadas 25.997 prisões, além do cumprimento de 11.605 mandados de busca e apreensão em 3.864 operações destinadas a aprofundar investigações.
Rodrigues ressaltou os desafios enfrentados pela PF: “Foi um ano desafiador”, enfatizando a responsabilidade da corporação na supervisão de mais de 4,5 milhões de armas em circulação, pertencentes a colecionadores, atiradores, caçadores, profissionais de segurança e outros indivíduos.











