
O Valor da Produção Agropecuária (VPA) de São Paulo é projetado em R$ 171,61 bilhões para 2025, conforme a estimativa preliminar do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA). Essa cifra representa um crescimento real de 0,55% em relação a 2024, impulsionado, principalmente, pelas cadeias produtivas de carnes e café.
Entre os setores destacados, a carne bovina surge como um dos principais impulsionadores, com uma produção e preços que totalizam R$ 22,64 bilhões, refletindo um aumento de 20,76% em comparação ao ano anterior. O café também teve desempenho favorável, chegando a R$ 9,60 bilhões, com um crescimento de 47,09%. Este aumento é atribuído a fatores como a valorização internacional e a elevação da demanda global.
O secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, afirma que esses números demonstram a robustez da agropecuária paulista, que continua a gerar emprego e renda, mesmo em um cenário de oscilações no mercado. A recuperação da renda e o aumento do consumo interno contribuíram para o desempenho positivo das carnes, além de investimentos em sanidade, defesa agropecuária, tecnologia e gestão.
Roberto Perosa, presidente da Abiec, destaca que o crescimento da carne bovina no VPA reflete a consistência da produção paulista e um ambiente propício ao longo da cadeia produtiva. Ele ressalta a integração entre produção, indústria e logística, posicionando São Paulo como o segundo maior exportador de carne bovina do Brasil, fortalecendo assim a geração de renda e empregos.
No caso do café, o cenário internacional beneficiou o setor, devido a restrições de oferta em países como Vietnã e Colômbia, enquanto o Brasil enfrentou safras com volumes abaixo da média. Segundo Celso Vegro, pesquisador do IEA, isso resultou em um aumento do consumo de estoques e, consequentemente, na elevação dos preços. Contudo, as expectativas indicam uma desaceleração até o final de 2026, com previsão de aumento na produção brasileira.
Panorama das principais cadeias
A estimativa preliminar considera as cinquenta principais cadeias produtivas do Estado, mantendo estável o ranking de participação no VPA. A cana-de-açúcar continua na liderança, seguida pela carne bovina, laranja para indústria, carne de frango, café beneficiado, soja, ovos, leite, laranja de mesa e milho.
Além disso, variações em outros produtos ao longo do ano indicam oscilações tanto de alta quanto de retração, refletindo as condições climáticas, o comportamento dos preços e as dinâmicas de mercado. Desde 1948, o VPA tem se consolidado como um relevante indicador econômico da agropecuária paulista, servindo de base para análises e formulação de políticas públicas visando ao desenvolvimento do setor.










